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EUA precisam consertar estradas e pontes, afirma Obama

Por Caren Bohan PITTSBURGH, Estados Unidos (Reuters) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, defendeu na quinta-feira a criação de um fundo de 60 bilhões de dólares para construir estradas, consertar pontes, montar ferrovias de alta velocidade e realizar outros projetos, afirmando que esses gastos seriam cruciais para a economia norte-americana. Este pode ser o momento em que faremos um comprometimento de uma geração para reconstruir nossa infra-estrutura, afirmou Obama em um encontro com importantes dirigentes de empresas, sindicatos e entidades acadêmicas, entre os quais o diretor-executivo da General Motors, Rick Wagoner, o ex-diretor-executivo da America Online Steve Case e John Surma, diretor-executivo da U.S. Steel.

Reuters |

'Daqui a alguns anos, talvez estejamos dirigindo ao longo de estradas novas, utilizando pontes mais seguras e diques de contenção mais fortes, além de estarmos conectando nossas cidades por meio de trens de alta velocidade', afirmou o democrata, senador pelo Estado de Illinois.

O governo norte-americano já gasta 50 bilhões de dólares anualmente com a infra-estrutura de transporte.

Mas a Sociedade Americana de Engenheiros Civis estima que seria preciso gastar mais de 130 bilhões de dólares ao ano, durante vários anos, a fim de melhorar de forma adequada estradas, pontes, linhas de trem e sistemas de transporte do país.

Obama enfrentará o republicano John McCain nas eleições presidenciais de novembro, e cada um deles tenta convencer os eleitores sobre ser o melhor nome para comandar a economia norte-americana, que atravessa atualmente um período difícil.

Os problemas econômicos do país são a maior preocupação dos norte-americanos hoje em dia.

Na quinta-feira, o democrata também defendeu a criação de novas tecnologias como uma forma de incentivar setores desaquecidos da economia, como o automobilístico.

'Podemos começar a investir em uma rede versátil de energia elétrica para fornecer energia a carros elétricos e para transmitir energia limpa através do país,' disse.

No ano passado, Obama deixou as montadoras norte-americanas de carro irritadas quando, durante um discurso proferido em Detroit, criticou-as por não investirem o suficiente em esforços para melhorar a eficiência no consumo de energia.

O democrata tentou cativá-las recentemente, visitando fábricas e reunindo-se com executivos da Ford Motor e da General Motors a fim de discutir a necessidade de desenvolver veículos capazes de utilizarem combustíveis diferentes da gasolina.

Michigan, onde fica a sede de grandes montadoras, é um dos Estados decisivos da eleição de novembro. A taxa de desemprego registrada ali, a pior do país, alimenta-se em grande parte do fechamento de vagas de trabalho no setor automobilístico.

Ficando atrás de seus concorrentes japoneses em termos de volume de vendas e de pesquisa, os fabricantes norte-americanos querem receber ajuda do governo para desenvolver uma nova bateria capaz de ser a fonte de energia da próxima geração de carros elétricos --uma prioridade da GM-- e para desenvolver híbridos que funcionem com gás e eletricidade, um projeto acalentado pela Ford e pela Chrysler.

Wagoner afirmou que Obama e McCain 'compreendiam em detalhes' os desafios com que se depara o setor e a importância de inovar e de garantir para os EUA uma base manufatureira forte.

McCain também se reuniu com executivos das montadoras e pretende visitar uma fábrica da GM na sexta-feira, em Ohio.

No começo desta semana, o republicano afirmou que, se eleito, criaria um prêmio de 300 milhões de dólares a ser pago à empresa que desenvolvesse uma bateria potente o suficiente para servir de fonte de energia de veículos automotores.

(Reportagem adicional de John Crawley)

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