EUA: Policial chinês desaparecido se encontrou com diplomatas

Boatos afirmavam que Wang Lijun, ex-chefe da polícia que reprimiu o crime organizado, teria pedido asilo político aos EUA

iG São Paulo |

O mistério que envolve um dos mais importantes chefes da polícia chinesa ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, depois de o governo dos Estados Unidos ter confirmado que ele visitara um de seus consulados.

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AP
Wang Lijun participa de coletiva no sudeste chinês em 2008

Alguns especulam que Wang Lijum buscava asilo, apesar de o Departamento de Estado ter dito que não faria comentários sobre a questão. Wang ganhou reconhecimento depois de coordenar uma repressão contra o crime organizado em Chongquing, cidade na qual também é vice-prefeito, mas foi dispensado na semana passada de seu cargo.

Uma autoridade chinesa, enquanto isso, disse que o caso de Lijun tinha sido resolvido sem problemas, mas não deu detalhes. Wang, cujas ações chefiando a polícia inspiraram um drama na TV estatal, não foi mais visto em público. Seu desaparecimento fomentou boatos na China de uma luta de poder entre ele e o poderoso secretário do Partido Comunista, Bo Xilai.

Dias de especulação sobre o paradeiro de Wang vieram à tona na quarta-feira, com reportagens na internet afirmando que ele teria buscado asilo no consulado americano, localizado próximo à cidade de Chengdu na quinta-feira depois de uma suposta briga com Bo.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado americano Victoria Nuland, confirmou que Wang marcou e teve uma reunião no consulado e depois deixou o prédio. Ela se negou a comentar se ele teria buscado um status de regugiado ou asilo político.

Ela disse que até onde sabia, o consulado não teve mais nenhum contato com Wang desde a reunião.

Funcionários de empresas próximas ao consulado de Chengdu registraram um grande número de carros de polícia na área na noite de terça-feira, mas disse que a região estava tranquila na quarta-feira.

Cui Tiankai, vice-chanceler chinês encarregado dos negócios com a América do Norte, disse que o caso de Wang foi resolvido "de maneira justa e tranquila". Questionado sobre detalhes, Cui disse não ter mais informações.

Com AP

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