EUA: polícia, saúde e controle de drogas são prioridade no Afeganistão

O governo dos Estados Unidos revelou, neste sábado, as linhas gerais de sua nova estratégia para o Afeganistão, que será apresentada na segunda-feira para os europeus, com destaque para o fortalecimento da polícia afegã.

AFP |

"A formação da polícia, a educação, a agricultura e a saúde" são, de acordo com o enviado especial dos EUA para Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, os eixos da ação civil e internacional que devem ser desenvolvidos junto com as operações militares da Isaf, a força dirigida pela Otan.

Holbrooke reconheceu, porém, que a Administração de Barack Obama ainda não terminou de revisar a estratégia americana no Afeganistão.

Em um colóquio em Bruxelas, ele examinou amplamente os temas que Washington pretende abordar na grande conferência sobre o Afeganistão prevista para 31 de março, em Haia.

O enviado americano destacou a importância da luta contra o tráfico de ópio e heroína, dos quais o Afeganistão produz 90% da colheita mundial, criticando que "os 800 milhões de dólares investidos anualmente pelos EUA nesse setor não tenham servido para nada".

Segundo ele, o governo americano quer que a agricultura afegã tenha amplo apoio, facilitando a irrigação dos cultivos e a construção de estradas que acabem com o isolamento dos camponeses, além de insistir na importância do sistema de saúde.

No que mais insistiu foi na necessidade de se reforçar os efetivos e melhorar a qualidade da polícia afegã, que ele considera muito limitada pelo baixo número de agentes e pela corrupção.

"Temos de elaborar programas que melhorem a capacidade do governo afegão para se defender. Isso significa fortalecer as Forças Armadas e a polícia do Afeganistão", completou.

"A polícia afegã é um organismo que não funciona corretamente e que está afetado pela corrupção", destacou, garantindo, contudo, que tem "grandes esperanças" no ministro afegão do Interior, nomeado no ano passado.

"Os efetivos da polícia passaram, recentemente, de 78.000 para 82.000. Em outras palavras, não aumentaram realmente", lamentou.

"Todo o mundo concorda em que não é suficiente. Por isso, em coordenação com nossos amigos afegãos, estudamos um aumento muito significativo", frisou.

Holbrooke negou divergências entre europeus e americanos sobre o tema.

No ano passado, por exemplo, a União Europeia (UE) aceitou aumentar para 400 o número de seus instrutores para a formação de oficiais afegãos.

pm/tt

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