Washington, 29 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos afirmou hoje que a decisão de retirar ou não as sanções impostas a Belarus dependerá de como serão realizadas as eleições parlamentares em 28 de setembro nesse país.

"Passos positivos por parte de Belarus poderiam levar a uma melhora significativa nas relações entre EUA e Belarus, incluindo a remoção de sanções econômicas e de restrições para os vistos", explicou hoje o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood.

As relações diplomáticas entre os dois países foram abaladas em março deste ano quando Belarus pediu à embaixadora dos EUA em Minsk, Karen Stewart, que abandonasse o país, depois que Washington ampliou suas sanções contra a estatal Belneftekhim.

Mas por causa da libertação do opositor bielo-russo Aleksandr Kozulin, considerado o preso político número um de Belarus, em meados de agosto, o subsecretário adjunto do Departamento de Estado David Merkel viajou a Minsk para tentar melhorar as relações.

O subsecretário "deixou claro que o desenvolvimento das eleições parlamentares de 28 de setembro será importante" para determinar se os EUA retirarão ou não as sanções, disse Wood.

Durante a reunião com as autoridades bielo-russas, entre elas o ministro de Assuntos Exteriores, Sergei Martynov, o subsecretário mostrou a seus interlocutores o interesse de Washington de que a equipe de sua embaixada em Minsk volte ao seu número habitual, afirmou o porta-voz.

O Governo de Aleksandr Lukashenko, considerado por Washington o "último ditador da Europa", exigiu em março, em duas ocasiões, cortes da equipe americana em Minsk, de modo que atualmente permanecem somente quatro diplomatas na embaixada, inclusive o encarregado de negócios, Jonathan Moore.

Além das sanções econômicas, Washington incluiu funcionários bielo-russos de Justiça, diretores de empresas estatais, altos cargos do Ministério do Interior e agentes dos serviços especiais (KGB), na lista de pessoas que não podem pisar em solo americano.

Nem os EUA nem a União Européia (UE), que também impôs sanções contra Minsk, reconheceram como legítimos os resultados das eleições presidenciais de março de 2006 em Belarus, quando o atual presidente foi reeleito. EFE cai/bm/rr

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