EUA podem desarquivar arquivos sobre desaparecidos na Argentina

A Câmara de Representantes do Congresso dos Estados Unidos ordenou a abertura dos arquivos em poder do serviço secreto americano sobre os desaparecidos durante a última ditadura argentina (1976-83).

AFP |

O anúncio foi feito em Buenos Aires pelo embaixador argentino nos Estados Unidos, Héctor Timerman, junto com o secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, depois de se reunir com a presidente Cristina Kirchner.

A medida, aprovada pelos parlamentares americanos, centraliza-se "na abertura de arquivos secretos em temas vinculados ao golpe de Estado de 1976, ao Plano Condor (de coordenação entre as ditaduras do Cone Sul) e no roubo de crianças filhos de pais desaparecidos na Argentina", disse.

O diplomata precisou que o projeto de lei responde a uma iniciativa do representante por Nova York, Maurice Hinchey, "com a alegação de que a Argentina reabriu os processos judiciais sobre violações aos direitos humanos" durante a ditadura que deixou 30.000 desaparecidos, segundo números de entidades humanitárias.

Durante o regime militar, teriam sido roubadas 500 crianças nascidas durante o cativeiro de suas mães desaparecidas, das quais 90 foram encontradas e recuperaram sua identidade.

O embaixador argentino recordou que a presidente Kirchner havia se reunido em janeiro com Hinchey e outros representantes americanos, aos quais pediu o "desarquivamento dos documentos da inteligência dos Estados Unidos" sobre o tema.

Durante o anúncio, na Casa de Governo, estiveram reunidas a presidente da organização Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, e representantes dos grupos Netos (recuperados) e de Mães da Praça de Maio.

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