EUA podem anular acordo de cooperação nuclear com Rússia por conflito

Washington, 28 ago (EFE) - Os Estados Unidos poderiam rejeitar o acordo de cooperação nuclear com a Rússia, que está pendente de aprovação pelo Congresso, como possível sanção contra Moscou por sua ofensiva militar na Geórgia, admitiu hoje a Casa Branca. A Administração do presidente George W. Bush está analisando suas opções, incluindo possíveis sanções, porque considera que a Rússia descumpriu os termos do plano de regra elaborado pela França em nome da União Européia (UE).

EFE |

"Estamos no processo de reavaliar nossa relação com a Rússia", disse hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, em sua entrevista coletiva diária. "Estamos fazendo isso em colaboração com nossos parceiros internacionais", acrescentou.

Uma das opções analisadas por Washington é rejeitar o acordo de cooperação nuclear com a Rússia que Bush enviou em maio ao Congresso para aprovação.

"Não acho que haja algo a anunciar ainda, mas sei que isto está sendo debatido", destacou Perino.

A porta-voz informou que "haverá conseqüências para a Rússia", uma das quais é o isolamento que, segundo ela, o país já está experimentando.

"E haverá outras" conseqüências, acrescentou.

No entanto, afirmou que "é prematuro" falar das considerações do Governo americano.

"Não sei qual vai ser o resultado deste processo no qual se debate que conseqüências vai haver", acrescentou, e indicou que não é um assunto urgente, porque o foco de atenção imediata dos EUA está em conseguir que a Rússia cumpra o plano de regra e volte às posições anteriores ao conflito.

"Os Estados Unidos não vão deixar que o pressionem para tomar uma decisão sem ter analisado minuciosamente todos os aspectos", disse Perino.

O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, cujo país preside a UE este semestre, disse hoje que se contemplam "sanções" contra a Rússia, entre outros meios de pressão.

Quanto às suspeitas do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de que o conflito bélico na Geórgia foi provocado por forças políticas americanas para favorecer a eleição do candidato presidencial republicano, John McCain, Perino assegurou que "é óbvio que são falsas".

"Sugerir que os Estados Unidos orquestraram isto para um candidato político simplesmente não parece racional", afirmou. EFE cae/db

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