EUA planejam tirar a Coréia do Norte da lista de países terroristas

Washington, 11 out (EFE).- Os Estados Unidos planejam tirar a Coréia do Norte de sua lista de países patrocinadores do terrorismo, o que poderia ser anunciado ainda hoje, em uma tentativa de relançar as negociações para a desnuclearização de Pyongyang.

EFE |

Segundo fontes diplomáticas, a saída da Coréia do Norte da lista teria caráter provisório e o país voltaria a ser incluído se Pyongyang não continuar o desmantelamento de seus programas nucleares e permitir o acesso dos inspetores internacionais.

A decisão é tomada após uma série de intensas consultas nos últimos dias entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e os outros participantes das negociações multilaterais para a desnuclearização da Coréia do Norte.

Essas conversas contam com a participação das duas Coréias, China, EUA, Rússia e Japão.

A iniciativa ocorre, segundo as fontes, após a Coréia do Norte afirmar que está disposta a renunciar à retomada de seu programa nuclear, como ameaçava desde agosto.

Pyongyang tinha aceitado desmantelar seu programa nuclear em um acordo alcançado em 2005 nas conversas.

Os EUA afirmaram depois que estavam dispostos a retirar a Coréia do Norte de sua lista de países patrocinadores do terrorismo, como parte das recompensas diplomáticas ao desmantelamento.

No entanto, os dois países se envolveram em uma disputa sobre como verificar o desmantelamento, e, por essa causa, Pyongyang anunciou que retomaria seu programa atômico.

Rice falou na sexta-feira com autoridades da China, Coréia do Sul, Japão e Rússia para discutir a medida, estudada desde que, na semana passada, o principal representante dos EUA nas negociações, Christopher Hill, retornou de uma visita à Coréia do Norte.

A retirada da Coréia do Norte da lista de países patrocinadores do terrorismo poderia encontrar resistência dentro do Congresso americano, especialmente entre a ala republicana mais conservadora, que pode achar que está se cedendo a Pyongyang em troca de pouco.

Segundo as fontes, a decisão conta com o apoio de todo o Governo dos EUA, incluído o próprio presidente, George W. Bush. EFE mv/an

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