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EUA planejam enviar novas tropas ao Afeganistão o mais rápido possível

WASHINGTON - Os Estados Unidos planejam enviar mais tropas ao Afeganistão o mais rápido possível para fazer frente à escalada de violência insurgente, disse hoje o secretário de Defesa, Robert Gates.

EFE |

"Estamos trabalhando duramente para ver se podemos enviar tropas adicionais o mais rápido possível", disse Gates em coletiva de imprensa no Pentágono.

No entanto, assegurou que a decisão não romperá a promessa do Pentágono de que as tropas desdobradas na zona não permanecerão mais de 12 meses.

Os comandantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e das forças americanas no Afeganistão também estudam uma forma de movimentar as tropas já presentes no Afeganistão.

"Há uma clara necessidade de ver o que podemos fazer para proporcionar forças adicionais, mas também estamos estudando como reforçar as tropas dentro do Afeganistão", disse.

O Pentágono se dispõe a enviar mais tropas devido à deterioração da segurança no país onde, segundo Gates, os insurgentes estão cada vez mais organizados e coordenam melhor seus ataques.

O secretário de Defesa e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o almirante Mike Mullen, reiteraram a chamada dos EUA ao Paquistão para que desloque forças às áreas fronteiriças para evitar que os insurgentes passem livremente ao Afeganistão.

Gates negou que os EUA desloquem tropas para o outro lado da fronteira afegã para iniciar operações dentro do Paquistão, embora não tenha descartado a possibilidade de que tropas americanas possam operar de maneira unilateral dentro do Paquistão.

"Tomamos medidas defensivas quando se abriu fogo do outro lado da fronteira. Geralmente fazemos um contra-ataque de artilharia, mas não vou dizer nada além disto", comentou.

Hoje, os EUA têm desdobrados 36 mil soldados no Afeganistão, dos quais 17.500 fazem parte da missão conjunta da Otan que conta com 53 mil efetivos.

Fontes ligadas à Defesa tinham dito anteriormente que só enviariam mais tropas ao Afeganistão quando a situação permitisse reduzir homens no Iraque, onde há atualmente 150 mil soldados, algo que, segundo Mullen, poderia ser feito no final deste ano.

"Não irei tão longe como para afirmar que o progresso no Iraque, a partir de uma perspectiva militar, chegou a um ponto de inflexão", disse Mullen, que recentemente viajou a Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Segundo ele, "a segurança é, sem dúvida, consideravelmente melhor, e se estas tendências continuarem, espero poder recomendar à secretária (de Estado, Condoleezza Rice) e ao presidente (George W.Bush) mais reduções de tropas" no Iraque.

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