EUA planejam atualizar caças F-16 de Taiwan

Pentágono enviou ao Congresso pedido para atualizar aviões seguindo praticamente os mesmos padrões de caças mais avançados

iG São Paulo |

AP
Caça F-16 pousa na cidade de Tainan, em Taiwan (12/04)
O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou nesta quarta-feira que o governo americano concordou em atualizar a frota de caças F-16 do país.

O Pentágono confirmou posteriormente a informação, afirmando que enviou ao Congresso dos EUA um acordo para a modernização dos F-16 da Força Aérea taiwanesa por um montante de US$ 5,8 bilhões, que inclui novos equipamentos, apoio logístico e capacitação.

Vários congressistas apoiavam um acordo mais amplo, que incluísse a venda de caças F-16 C/D, mais avançados, algo a que a China se opõe. O contrato apenas implica a modernização dos cerca de 146 F-16 A/B de que Taiwan dispõe atualmente. No entanto, com a renovação, as aeronaves seguirão praticamente os mesmos padrões dos caças C/D.

O pedido de Taiwan por 66 aviões do modelo C/D foi feito em 2006. O pedido de atualização do modelo A/B foi feito um ano depois. Em comunicado, o ministério disse que Taiwan segue sob a ameaça da expansão militar da China, que considera o país parte de seu território. "Aumentar nossa capacidade de defesa é crucial e a única medida para sustentar a segurança regional e o desenvolvimento estável", disse o ministério, em comunicado.

O Departamento de Defesa americano indicou que os pilotos taiwaneses viajarão à base aérea de Luke, no Arizona (sudoeste dos Estados Unidos), para receber um treinamento de "ajuda a vítimas de catástrofes e operações de retirada não ofensivas". "A venda de capacitação e de suporte logístico não modificará o equilíbrio militar da região", afirmou em um comunicado a Agência de Cooperação para a Defesa e a Segurança do Pentágono.

No entanto, Pequim advertiu nesta quarta-feira que o acordo do Pentágono com a força aérea taiwanesa "inevitavelmente prejudicará" as relações entre China e EUA. "Os atos repreensíveis por parte dos EUA inevitavelmente prejudicarão as relações bilaterais, assim como os intercâmbios e a cooperação nos campos militares e de segurança", declarou o vice-ministro chinês de Relações Exteriores, Zhang Zhijun.

Zhang recebeu as instruções de convocar o embaixador dos Estados Unidos em Pequim, Gary Locke, e comunicar um firme protesto, de acordo com a agência oficial de imprensa Xinhua.

Uma lei adotada pelo Congresso americano em 1979 estipula que os EUA devem prover armas defensivas a Taiwan, apesar da oposição da China, com a qual Washington estabeleceu relações diplomáticas naquele ano.

Com AP e AFP

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