EUA permitem que OEA visite centros de detenção para imigrantes

Washington, 20 mar (EFE).- O Governo dos Estados Unidos assegurou hoje que facilitará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) as visitas a centros de detenção para imigrantes, um pedido feito pelo organismo a Washington há mais de um ano sem sucesso.

EFE |

O anúncio foi feito em uma audiência da CIDH por Dora Schriro, assessora especial da secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, para assuntos do Serviço de Imigração e de Alfândegas (ICE) e de detenções e deportações.

Em entrevista à Agencia Efe após a audiência, Schriro disse que seu departamento atualmente está perfilando as datas e os detalhes para as visitas da CIDH, e expressou sua esperança em que os membros da comissão receberão "em breve" o sinal verde para as inspeções a centros de detenção para imigrantes.

Em 2007, a CIDH iniciou os trâmites perante o Departamento de Estado para poder visitar alguns centros de detenção de imigrantes perante as denúncias públicas de supostas violações aos direitos humanos.

A CIDH, organismo autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), tem interesse especial em conhecer as condições dos internos do centro de detenção T. Don Hutto em Taylor, Texas, que abriga imigrantes ilegais e suas famílias, assim como solicitantes do status de refugiado.

Muitos dos chamados residentes de Hutto são menores de idade, alguns com menos de um ano, que vivem em condições desumanas, segundo algumas ONGs que denunciaram então sua situação argumentando que não têm acesso adequado a serviços médicos, educacionais e esportivos, e que são tratados com crueldade.

Segundo fontes da CIDH, que se mostraram encantadas com a mudança de tom do Governo dos Estados Unidos em relação à sua solicitação e sua política migratória, a Comissão também quer ir a dois centros de detenção, um na Virgínia e outro no Alabama. EFE cae/db

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