EUA pedirão permissão a Governos para atividades na fronteira colombiana

As atividades que os Estados Unidos realizarem na fronteira colombiana sob o amparo do recente acordo bilateral terão a autorização específica dos Governos envolvidos, destacou o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo", o diplomata disse que qualquer tema relacionado às fronteiras da Colômbia com a Venezuela, o Equador ou outra nação vizinha diz respeito a "questões soberanas para esses países e seus Governos".

"Posso garantir a vocês que qualquer atividade nossa, sob este acordo bilateral, não vai se aproximar das fronteiras sem a autorização específica de todos os Governos envolvidos", afirmou Brownfield.

O embaixador reiterou que o acordo negociado por seu país e a Colômbia, que está prestes a ser assinado por ambos os Governos, é uma "questão absolutamente bilateral".

"Embora seja bilateral, não temos nada a esconder", disse o diplomata, segundo quem Colômbia e EUA estão dispostos a explicar o acordo e a mostrá-lo aos Governos que tenham interesse.

O representante americano acrescentou que o acordo, que permitirá a seu país usar pelo menos sete bases em território colombiano, não é novo: "Estamos e estivemos colaborando com o Governo colombiano nestas questões há pelo menos 10 anos. Na verdade, por décadas antes disso".

"Nunca usamos essa colaboração para missões fora da Colômbia", frisou Brownfield.

Por sua vez, a embaixadora da Colômbia nos EUA, Carolina Barco, disse hoje à emissora "RCN" que na reunião de ontem entre a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, foi reiterada a importância das relações bilaterais.

Segundo a diplomata, Hillary tentou minimizar as preocupações existentes quando disse que o acordo "não diz respeito" a outros países.

"Esses comentários estão dirigidos às preocupações que já vêm sendo expressadas. Ela queira o alcance e o objetivo deste acordo de cooperação", disse Barco.

Barco acrescentou que o pacto entre Colômbia e EUA é "muito similar aos outros 119 acordos de cooperação que Washington tem com outros países". "Ele não tem um alcance novo nem diferente", destacou.

Leia mais sobre: bases americanas na Colômbia

    Leia tudo sobre: acordo militarcolômbiaeua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG