EUA pedem valores democráticos no diálogo da OEA com Cuba

(atualiza com mais declarações do embaixador dos EUA e a presença do assessor da Casa Branca Dan Restrepo) Washington, 27 mai (EFE).- Os Estados Unidos pediram hoje à Organização dos Estados Americanos (OEA) que inicie um diálogo com o Governo de Cuba, sobre a possível reintegração da ilha ao organismo, de acordo com os valores e princípios que regem a entidade.

EFE |

Tais informações constam do projeto de resolução apresentado hoje pelos EUA no Conselho Permanente da OEA, onde solicita que apresentem os resultados desse diálogo antes da próxima Assembleia Geral do organismo, marcada para os próximos dias 2 e 3 em San Pedro Sula (Honduras).

Dado que o projeto de resolução americano, da mesma forma que os outros dois também apresentados hoje, não seguiu adiante até agora, é pouco provável que a solicitação de Washington avance na prática, principalmente levando em conta que a reunião anual da OEA acontecerá em menos de uma semana.

Hoje, o conselho decidiu criar um grupo de trabalho para pactuar um texto sobre Cuba antes da assembleia geral.

Em discurso perante o Conselho, o embaixador americano Héctor Morales, de origem mexicana, disse que seu país está "preparado" para considerar o possível retorno de Cuba, mas reiterou que não se pode minimizar o compromisso da OEA com a democracia.

O diplomata afirmou que Washington tem grande interesse em fortalecer a OEA.

Reflexo das declarações foi o fato de que o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca para a América Latina, Dan Restrepo, foi, quase no final da sessão, à OEA para ouvir os argumentos das diferentes delegações.

"Esperamos o dia em que Cuba possa voltar a unir (os países da OEA) e participar de forma plena como Estado-membro", disse Morales, que reiterou, porém, que terá que acatar todos os compromissos democráticos e valores e liberdades fundamentais.

Morales se referiu às palavras da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que disse na semana passada no Senado que Cuba deverá fazer as mudanças necessárias para cumprir os princípios democráticos que regem a OEA, antes de poder voltar à organização.

Por isso, o embaixador insistiu que "qualquer tipo de esforço de integrar Cuba está nas mãos de Cuba".

Morales lembrou a postura do Governo dos EUA, que está disposto a um novo começo com Cuba, mas exige avanço em matéria de democracia, liberte os presos "políticos" e respeite os valores fundamentais, entre outros aspectos.

"Não podemos fazer as coisas muito rapidamente. Cuba tem que trabalhar com todos nós, e esperamos que este processo comece rápido", concluiu.

Depois da sessão do conselho, Morales disse à imprensa que os EUA não vão mudar a posição sobre o tema, embora tenha se mostrado disposto a trabalhar com as demais delegações para tentar chegar a um consenso.

O embaixador não quis especular sobre o que os EUA fariam se a assembleia da OEA chegasse a votar o levantamento. EFE cai/rr

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