EUA pedem unidade à Otan na crise da Geórgia e diante de ameças russas

Bruxelas, 29 set (EFE).- O novo embaixador dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Kurt Volker, pediu hoje unidade na condução da crise envolvendo a Geórgia e diante da crescente agressividade da Rússia contra países do Cáucaso e do Leste Europeu.

EFE |

"A nova política agressiva russa é um desafio para a Otan", afirmou Volker em Bruxelas, onde destacou que "mudar as fronteiras da Europa à força não é aceitável" e a Aliança "não deveria se conformar com isso".

Em referência às afirmações russas de que as partes do escudo antimísseis que os EUA vão instalar na Polônia e na República Tcheca se tornariam alvos estratégicos, o diplomata disse ainda que "ameaçar com um ataque nuclear não é aceitável" e que a Otan não deveria "desculpar" isso.

Volker frisou que os países da Aliança "não podem abandonar" as aspirações de outros países europeus que querem ingressar "na comunidade euro-atlântica".

No entanto, reiterou que a Otan deve manter "sua mão estendida à Rússia" e que uma eventual ampliação da organização "não representa uma ameaça para ninguém".

O americano não disse se os países da Aliança estão mais próximos de apresentar o chamado "plano de ação para adesão" à Geórgia e à Ucrânia.

"Há um bom ambiente na Otan em geral", limitou-se a dizer, insistindo que o objetivo básico "agora, mais que recentemente, é manter a união": "A prioridade em alcançar uma posição unida é muito alta". EFE rcf/sc

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