EUA pedem que tribunal suspenda ordem de publicação de fotos de abusos

Washington, 28 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos pediu hoje formalmente a um tribunal federal que cancele sua ordem dada para a publicação de fotografias que documentam abusos contra presos suspeitos de terrorismo por parte do corpo militar americano.

EFE |

Em carta a um tribunal de apelações do estado de Nova York, os advogados do Departamento de Justiça dos EUA indicaram que pensam em recorrer à Suprema Corte, máxima instância judicial do país.

O tribunal ordenou que cerca de 2 mil fotografias fossem publicadas, em um processo aberto pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, em inglês), maior organização de defesa dos direitos civis nos EUA.

Inicialmente, o Governo tinha indicado que não apelaria dessa decisão judicial, mas em uma mudança de opinião, o presidente Barack Obama anunciou que será contrário à publicação das imagens, ao considerar que a divulgação das mesmas colocará em perigo os soldados americanos destacados no exterior.

A solicitação do Departamento de Justiça ocorre no mesmo dia que o jornal britânico "The Daily Telegraph" afirma que, entre as fotografias, se encontram imagens de estupros.

Tanto a Casa Branca como o Pentágono negaram taxativamente a informação.

Pelo menos uma das fotografias mostraria um soldado americano estuprando uma prisioneira, enquanto em outra apareceria um intérprete masculino sodomizando um detido do mesmo sexo, completa o diário.

O jornal inglês respalda suas afirmações em declarações do general americano reformado Antonio Taguba, que investigou os abusos cometidos na prisão iraquiana de Abu Ghraib e afirma também que essas imagens mostram cenas de "torturas, abusos, violações e todo tipo de atos indecentes".

Em relatório de 2004 sobre Abu Ghraib, Taguba reunia acusações desse tipo de abusos, mas não se chegou a revelar na ocasião a existência de fotografias que documentassem tais fatos.

As fotos em questão são relacionadas a 400 casos de supostos abusos ocorridos entre 2001 e 2005 em Abu Ghraib e outras seis prisões. EFE mv/fr

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