EUA pedem que Rússia retire suas tropas da Geórgia

Por Susan Cornwell e Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos pediram na sexta-feira à Rússia que retire suas tropas da Geórgia e pare de bombardear o país, que tenta recuperar militarmente o controle sobre a região da Ossétia do Sul.

Reuters |

'Pedimos à Rússia que cesse os ataques de aviões e mísseis contra a Geórgia, respeite a integridade territorial da Geórgia e retire suas forças de combate do solo georgiano', disse em nota a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice.

A Geórgia, que pleiteia adesão à Otan, anunciou que iria decretar lei marcial em meio à campanha para reconquistar a Ossétia do Sul, região separatista que tem apoio russo.

O presidente Mikheil Saakashvili disse que a Rússia declarou guerra contra a Geórgia.

Os EUA anunciaram o envio de um representante à região e disseram estar discutindo uma mediação com a União Européia.

'Buscamos urgentemente apoio russo a tais esforços', disse Rice.

O representante norte-americano deverá ser o subsecretário-assistente de Estado Matthew Bryza, acompanhado de enviados da União Européia e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento na Europa).

A Geórgia fica no sul do Cáucaso, uma região importante no trânsito mundial de combustíveis e onde há grande disputa de influência entre Rússia e o Ocidente.

Em Pequim, onde assistiram à abertura da Olimpíada, o presidente George W. Bush conversou com o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, sobre a crise. Bush se referiu à Geórgia como 'facho de democracia' naquela volátil região.

No mês passado, Rice esteve em Tbilisi em parte para tentar promover uma solução para a antiga disputa entre Geórgia e Rússia a respeito das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

A invasão russa na Geórgia surpreendeu os militares dos EUA, que nos últimos dias vinham monitorando os combates entre tropas georgianas e rebeldes da Ossétia do Sul e a concentração de tropas russas na fronteira.

'A concentração de forças era mais do que esperada, e eles avançaram antes do que pensávamos que iriam', disse um oficial dos EUA, sob anonimato.

O Pentágono reviu os planos de contingência para a possível retirada de até 3.000 cidadãos norte-americanos da Geórgia, inclusive 130 instrutores militares que dão treinamento a forças locais a serem enviadas ao Iraque.

Washington se empenha em integrar a Geórgia à Otan, apesar de resistências dos parceiros europeus devido à instabilidade no país. A Rússia é frontalmente contrária à incorporação da ex-república soviética à aliança militar ocidental.

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