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EUA pedem que países da UE tentem influenciar Chávez no combate às drogas

Bruxelas, 11 abr (EFE).- O diretor do Escritório de Política Nacional para o Controle de Drogas dos Estados Unidos, John Walters, pediu hoje aos países da União Européia (UE) que tentem convencer o Governo da Venezuela a deixar de colaborar com o tráfico de drogas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"Continuamos dispostos a colaborar com Hugo Chávez, mas ele se nega a cooperar com o Governo dos EUA. Sei que algumas nações da UE têm melhores relações com o presidente venezuelano e estamos tentando ver como podem nos ajudar", declarou Walters em um encontro com jornalistas em Bruxelas.

Walters alertou que, enquanto a presença de cocaína nos EUA tende a diminuir, aumenta "o tráfico da droga da Colômbia que passa pela Venezuela e, por vias marítimas e aéreas, segue para a Europa".

"Fatos recentes sugerem um maior movimento de tráfico de cocaína na Venezuela", além de as Farc estarem usando "fronteiras colombianas e venezuelanas e o território deste país como um lugar seguro" para o narcotráfico, declarou.

Ele citou informações obtidas durante "operações na Colômbia" contra altos comandantes da guerrilha colombiana - em referência ao bombardeio no Equador que matou o número dois da guerrilha, Raúl Reyes - que "sugerem um envolvimento muito maior do Governo de Hugo Chávez no apoio às Farc".

A ajuda de Chávez estaria aliviando as dificuldades enfrentadas pelas Farc por causa dos resultados do programa conjunto de Washington e Bogotá contra a produção de drogas na Colômbia, explicou.

"Algumas informações recentes dos serviços de inteligência sugerem que a guerrilha recebeu dinheiro de fontes externas para atenuar seus problemas financeiros", afirma.

Perguntado sobre uma suposta cooperação entre o Governo do Equador e a guerrilha, afirmou que os materiais apreendidos na operação contra Reyes incluem "alguma sugestão de contato", mas disse que sua veracidade "ainda está sendo avaliada".

Walters afirmou que a atitude de Chávez neste problema contrasta com a do regime cubano.

"Encontramos a fórmula para cooperar na luta contra o narcotráfico com Cuba. Não é um sistema perfeito, mas é o resultado de que as duas nações consideram que o tráfico de drogas é negativo para seu povo", disse.

Por outro lado, lamentou a decisão do Congresso americano de adiar a ratificação do Tratado de Livre-Comércio assinado com a Colômbia. EFE adp/ev/fal

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