EUA pedem que Irã resolva casos de americanos presos e desaparecidos

Washington, 15 ago (EFE).- O Departamento de Estado americano expressou hoje, novamente, sua preocupação com a situação de cinco cidadãos dos Estados Unidos detidos ou desaparecidos no Irã e pediu que Teerã resolva rapidamente seus casos e os deixe retornar a seu país.

EFE |

"Os EUA estão profundamente preocupados com o bem-estar dos cidadãos americanos que foram detidos ou dos que não se sabe seu paradeiro no Irã. Pedimos mais uma vez às autoridades iranianas que resolvam rapidamente todos os casos pendentes", disse a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em comunicado.

A líder da diplomacia americana se referiu ao caso do pesquisador iraniano-americano Kian Tajbakhsh, que "trabalhou durante sua carreira para melhorar o entendimento entre os EUA e o Irã" e que deveria ser libertado "imediatamente", disse.

Hillary também voltou a citar o caso dos três turistas americanos Shane Bauer, Sarah Shourd e Joshua Fattal, que foram detidos no dia 31 de julho por entrarem ilegalmente no Irã, vindos do Iraque.

Teerã notificou esta semana oficialmente os EUA sobre a detenção dos três americanos através do Governo suíço, que representa os interesses de Washington no Irã.

Neste sentido, Hillary pediu ao Irã que cumpra com suas obrigações sob a Convenção de Viena, permita à Suíça o acesso consular aos detidos e os liberte "sem mais atrasos".

A secretária de Estado reiterou ainda que está preocupada com o caso do ex-agente do FBI Robert Levinson, que desapareceu há mais de dois anos na ilha iraniana de Kish.

Hillary renovou seu pedido ao Executivo iraniano para que facilite "qualquer informação sobre seu paradeiro" e permita seu "retorno aos EUA em breve".

Levinson, de 58 anos e que foi agente do FBI em Nova York e na Flórida até 1998, foi visto pela última vez em Kish, no dia 8 de março de 2007, segundo fontes americanas.

"Nosso objetivo é garantir que todos os nossos cidadãos desaparecidos ou injustamente detidos retornem seguros e o mais rápido possível aos EUA, para que possam voltar a se reunir com suas famílias", afirmou Hillary. EFE cai/pd

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