EUA pedem que Farc soltem reféns e se negam a receber desertores

Bogotá, 27 out (EFE).- O embaixador americano na Colômbia, William Brownfield, pediu hoje às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que libertem reféns, mas disse que seu Governo não vai receber ex-guerrilheiros desertores.

EFE |

Após expressar sua satisfação com a fuga do ex-congressista Óscar Lizcano, o diplomata disse em Bogotá que "não há nenhum sistema legal, não há nenhuma religião, não há nenhuma ideologia ou filosofia que justifique o seqüestro de seres humanos".

"Libertem eles já", exclamou Brownfield perante a imprensa, um dia depois da assombrosa fuga de Lizcano junto ao carcereiro que o custodiava nas selvas do oeste colombiano.

O rebelde Wilson Bueno Largo, conhecido como "Isaza", desertou na quinta-feira passada e escapou com Lizcano, seqüestrado pelas Farc em agosto de 2000.

A decisão de "Isaza" de ajudar Lizcano a escapar levou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a prometer uma recompensa e a França a oferecer amparo.

Brownfield disse ainda que Washington deseja contribuir com soluções para o conflito colombiano, embora não com alternativas de acolher ex-rebeldes.

"Cada país tem seu próprio sistema legal, sua própria Constituição, sua própria política e, nesse sentido, teríamos que pensar no efeito desses sistemas por nossa parte", explicou o embaixador.

Os EUA receberam ex-guerrilheiros das Farc extraditados e processados "por seqüestro e terrorismo", declarou Brownfield, ao descartar a possibilidade de dar amparo ou asilo a ex-membros do grupo rebelde. EFE jgh/rr

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