EUA pedem que Coreia do Norte retorne à mesa de diálogo

Pequim, 2 jul (EFE).- Os Estados Unidos esperam que a Coreia do Norte retorne ao diálogo mediante a aplicação completa pela comunidade internacional das novas sanções da ONU, após o segundo teste nuclear realizado pelo regime norte-coreano, que hoje lançou vários mísseis.

EFE |

"Queremos nos assegurar de que as sanções estão sendo aplicadas com a colaboração de todos e que a comunidade mundial ajuda para cumprir esse objetivo", disse, em Pequim, Philip Goldberg, coordenador dos EUA para a aplicação de sanções contra Pyongyang, após terminar um encontro com membros do Governo chinês.

Goldberg manteve esta reunião para garantir que Pequim está aplicando estas sanções com o objetivo, disse o embaixador, de "retornar ao diálogo sobre a desnuclearização e a não-proliferação, que é o processo mais importante".

O funcionário - que foi embaixador na Bolívia até ser expulso, em setembro do ano passado, pelo Governo de Evo Morales, acusado de instigar à oposição - lidera uma delegação de membros do Conselho de Segurança Nacional e dos Departamentos do Tesouro e da Defesa dos EUA.

O funcionário se negou a comentar o lançamento hoje de vários mísseis de curto alcance, a última provocação do regime liderado por Kim Jong-il desde que o Conselho de Segurança da ONU decidiu aplicar a resolução 1.874 e sanções adicionais contra a Coreia do Norte por causa do teste nuclear de 25 de maio.

"Vimos as informações da imprensa, mas não tenho mais detalhes, portanto, esperarei esses detalhes para falar" sobre o lançamento, disse.

Goldberg disse que hoje manteve "muito boas conversas" com seus colegas do Ministério de Assuntos Exteriores da China e outras agências, e afirmou que sua visita à capital chinesa faz parte de "um processo de cooperação e colaboração" com seus colegas chineses, e que farão o mesmo com outros países.

Pequim iniciou hoje mesmo uma missão diplomática para recuperar o diálogo que promove junto com as duas Coreias, EUA, Rússia e Japão, motivo pelo qual o vice-ministro de Assuntos Exteriores e responsável do diálogo por parte da China, Wu Dawei, viajará aos EUA, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

A Coreia do Norte se retirou do diálogo multilateral nos últimos meses. EFE mz/an

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