EUA pedem que Coréia do Norte esclareça atividades nucleares

Por Jack Kim e Susan Cornwell SEUL (Reuters) - A Coréia do Norte não respondeu às suspeitas dos Estados Unidos de que o país está enriquecendo urânio e proliferando essa tecnologia, quando divulgou seu inventário sobre seus planos nucleares nesta semana, disse neste sábado a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.

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Na quinta-feira, a Coréia do Norte divulgou com grande atraso uma lista de suas atividades nucleares, uma requisição feita por seis países em um acordo de troca do desarmamento por ajuda internacional. O inventário resumiu o programa de Pyongyang para produzir plutônio para armas e especialistas dizem que as principais questões sobre enriquecimento de urânio e sua proliferação permaneceram sem resposta.

'Assim, não tivemos as respostas que precisávamos,' afirmou Rice em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Yu Myung-hwan.

A Coréia do Norte tem negado as acusações dos EUA de que o país está proliferando sua tecnologia para nações como a Síria e de que possui um programa clandestino de enriquecimento de urânio para armas.

Rice pediu que a Coréia do Norte cumpra suas obrigações no pacto que fez com China, Japão, Rússia, Coréia do Sul e EUA. Em uma medida simbólica para mostrar seu comprometimento com o acordo nuclear, a Coréia do Norte tombou na sexta-feira a torre de resfriamento de seu reator de produção de plutônio.

Em sua primeira reação após se comprometer com o acordo, a Coréia do Norte elogiou na sexta-feira as medidas norte-americanas de tirar o país da lista do terrorismo e pediu que Washington acabe com sua política hostil em relação à nação.

Entretanto, pode haver problemas com o acordo. O jornal japonês Asahi Shimbun informou que, segundo uma fonte, a Coréia do Norte declarou que produziu cerca de 30 quilos de plutônio, enquanto autoridades dos EUA acreditam que esse número esteja próximo a 50 quilos.

Por ter sido retirada da lista de patrocinadores do terrorismo, a Coréia do Norte, que realizou testes de dispositivos nucleares em 2006, poderá penetrar melhor nas finanças internacionais.

Devido ao tamanho reduzido da frágil economia norte-coreana, qualquer melhora em investimentos e comércio traria grandes efeitos, dizem especialistas.

(Reportagem adicional de Miho Yoshikawa em Tóquio)

(Escrito por Jon Herskovitz; Edição de Sanjeev Miglani)

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