EUA pedem mais ajuda à Europa para fechar Guantánamo

Bruxelas, 26 jan (EFE).- O representante do Governo americano Daniel Fried agradeceu hoje em Bruxelas a ajuda dada pela Europa ao fechamento da prisão de Guantánamo (Cuba) e pediu ao continente mais colaboração para finalizar o processo.

EFE |

"Fizemos progressos, mas ainda temos que seguir trabalhando e precisamos da ajuda europeia para nosso objetivo comum de fechar Guantánamo", disse Fried à imprensa antes de se reunir com o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek.

O emissário do Governo americano informou a Buzek sobre os progressos no fechamento do centro de detenção e agradeceu à Eurocâmara pelo apoio.

E lembrou, a respeito, que antes de União Europeia e EUA aprovarem uma declaração conjunta sobre o fechamento de Guantánamo, o Parlamento já tinha pedido aos países do bloco que cooperassem com o Governo Barack Obama recebendo alguns detentos.

Fried lembrou que já foram realocados em diferentes países 24 detidos, enquanto um número similar foi repatriado.

No entanto, os EUA seguem buscando Governos dispostos a acolher mais detidos que corram algum tipo de risco ao voltar para seus países de origem se libertados.

O enviado de Washington não estabeleceu uma data para o fechamento definitivo da prisão, mas disse que acontecerá "o mais rapidamente possível".

Na sexta-feira passada, venceu o prazo que Obama havia fixado em princípio para fechar Guantánamo.

A comissão estabelecida pelo presidente aconselha que quase 50 presos dos 196 que permanecem em Guantánamo sigam detidos nos EUA de forma indefinida e sem julgamento, por serem perigosos demais para serem libertados.

Esses presos não podem ser processados porque o Governo não tem provas contra eles que possa usar em um julgamento, ou seja, que não tenham sido obtidas com torturas ou maus-tratos.

Existe outro grupo, de entre 35 e 40, contra quem há evidências e a comissão já recomendou a abertura de processos em tribunais civis ou militares.

Os outros 110 restantes em Guantánamo deveriam ser postos em liberdade, segundo a comissão, formada por membros de várias agências do Governo e do Pentágono. EFE mvs/rr

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