EUA pedem libertação de jornalistas presos no Egito

Profissionais foram detidos durante cobertura dos protestos contra o regime Mubarak

EFE |

WASHINGTON - O Governo dos Estados Unidos pediu nesta quarta-feira a libertação dos jornalistas detidos pelas autoridades no Egito, após dois dias de distúrbios e protestos contra o regime nesse país. Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas, pelo menos sete jornalistas que cobriam as manifestações no Cairo contra o Governo do presidente Hosni Mubarak foram detidos e outros foram alvos de ataques.

Durante sua entrevista coletiva periódica, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley, disse que Washington está pressionando a Chancelaria egípcia para que os jornalistas sejam libertados. "Estamos pedindo a libertação dos jornalistas e continuaremos discutindo este assunto com o Governo egípcio caso não se resolva em breve", afirmou Crowley.

Perguntado sobre a prisão de centenas de manifestantes, Crowley reiterou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou clara a importância de que o Egito "respeite o direito universal de seu povo à liberdade de reunião, liberdade de expressão e o direito a protestar pacificamente".

Por sua vez, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou nesta quarta-feira que pelo menos dez jornalistas que cobriam os protestos no Cairo foram agredidos pela Polícia egípcia e que outros foram detidos. "Pedimos ao Cairo que ponha fim imediatamente a todas as formas de violência contra os meios de comunicação, que liberte todos os jornalistas detidos e suspenda a censura sobre a mídia digital", disse em comunicado o coordenador do CPJ para Oriente Médio e o Norte da África, Mohammed Abdel Dayem.

    Leia tudo sobre: egitotúnisiamanifestaçõesHosni Mubarak

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG