Washington, 2 jun (EFE).- A Câmara de Representantes dos Estados Unidos pediu hoje à China que liberte os ativistas detidos durante as manifestações na Praça da Paz Celestial, em Pequim, ocorridas há quase 20 anos, e que apóie uma investigação das Nações Unidas sobre os incidentes de então.

Em uma resolução aprovada por 396 votos a favor e apenas um contra, os legisladores ofereceram condolências pelos que morreram nessa praça, onde grupos de manifestantes se reuniram no dia 4 de junho de 1989 para exigir mudanças democráticas.

O Governo de Pequim reprimiu duramente o protesto pacífico, que enfrentou com seu Exército. Diante da falta de informação oficial, diversas fontes cifram as mortes pelos incidentes da Praça da Paz Celestial entre 400 e 2.000.

A China "deveria convidar uma investigação plena e independente sobre a repressão da Praça da Paz Celestial, com a ajuda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e o Comitê da Cruz Vermelha Internacional", assinalou a resolução.

Também exigiu a libertação dos prisioneiros que acredita-se ainda permanecem nas prisões chinesas, apesar de os incidentes terem ocorrido há duas décadas.

A resolução contou com o apoio da presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que anunciou uma futura visita a Pequim para analisar a mudança climática.

"Há 20 anos o Governo da China revelou ao mundo que é uma empresa criminosa perfeitamente disposta a assassinar pessoas desarmadas para se manter no poder", assinalou o republicano Dana Rohrabacher após a aprovação. EFE ojl/mh

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