EUA pedem formalmente que UE receba presos de Guantánamo

Bruxelas, 3 abr (EFE).- Os Estados Unidos solicitaram formalmente à União Europeia (UE) que receba alguns dos presos de Guantánamo que sejam libertados e prometeu dar toda a informação disponível sobre cada caso, anunciou hoje a União Europeia.

EFE |

O Governo dos EUA solicitou "formalmente um papel ativo da União Europeia" e mostrou "vontade" de criar um marco de cooperação que facilite acordos bilaterais com os países da UE que aceitem receber a alguns detidos, disse o comissário europeu de Justiça, Jacques Barrot, em uma declaração emitida hoje.

Além disso, as autoridades americanas comprometeram-se a "oferecer todas as informações necessárias para a análise, caso por caso", da situação dos detidos, acrescentou Barrot.

O comissário também mostrou sua satisfação pelo "compromisso reiterado dos Estados Unidos de lutar contra o terrorismo dentro do pleno respeito aos valores democráticos".

O anúncio americano foi mandado na resposta que as autoridades de Washington enviaram a questões que Barrot e o ministro do Interior tcheco, Ivan Langer, colocaram, durante visita à capital americana no mês passado.

Os ministros de Justiça e Interior da UE estudarão estas respostas na reunião na próxima segunda-feira, em Luxemburgo.

Embora a decisão de acolher presos de Guantánamo seja de cada país comunitário, a UE concordou em iniciar um marco comum, o processo respeitando princípios similares em informação ou segurança.

Os Estados Unidos estão em processo de revisão de todos os casos dos aproximadamente 240 presos que seguem em Guantánamo, com a decisão do presidente Barack Obama de fechar essa prisão, em uma base militar em Cuba até o início do ano que vem.

O governo de seu antecessor, George W. Bush, estabeleceu que aproximadamente 60 deles podem ser libertados, por não haver elementos conclusivos de que eles estejam vinculados com atos terroristas.

Muitos deles, no entanto, não querem voltar a seus países, como China, Líbia e Egito, porque temem sofrer torturas ou detenções arbitrárias pelas autoridades locais, dada sua condição de ex-presos em Guantánamo.

Até agora, nove países da União Europeia (Espanha, Portugal, França, Alemanha, Finlândia, Irlanda, Estônia, Letônia e Lituânia) se mostraram dispostos a receber alguns deles. EFE rcf/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG