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EUA pedem extradição de carcereiro das Farc

Bogotá, 24 nov (EFE).- O colombiano Martín Sombra, conhecido como carcereiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por custodiar três americanos seqüestrados, entre outros reféns, enfrenta um processo de extradição aos Estados Unidos, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

O Departamento Administrativo de Segurança colombiano (DAS) explicou em comunicado que Helí Mejía Mendoza, nome real de "Martín Sombra", foi pedido em extradição pela Corte Distrital de Washington por sete crimes, entre eles seqüestro e terrorismo.

Ambas as acusações têm relação com a guarda de reféns das Farc para fins de troca por 500 de seus integrantes presos pela Justiça colombiana.

"Sombra" foi notificado do processo de extradição na prisão de Modelo, em Bogotá, por agentes americanos do FBI e colombianos da DAS.

Com base em testemunhos de ex-reféns, as autoridades colombianas confirmaram que Mejía guardou um grupo entre os quais estavam os americanos Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves.

Os três estiveram nas mãos das Farc, por mais de cinco anos, de fevereiro de 2003 a julho deste ano, quando foram resgatados na mesma operação militar que também libertou a franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia e refém desde 2002, e 11 policiais.

Mejía "foi quem teve sob sua custódia os seqüestrados por este grupo guerrilheiro", assinalou o organismo, explicando que a diligência na prisão consistiu em lhe informar de que tem uma "ordem de captura com fins de extradição" dos Estados Unidos.

Ele foi detido em 18 de fevereiro em uma localidade no nordeste colombiano quando retornava, aparentemente, da Venezuela.

"Martín Sombra" responde criminalmente por "tortura a pessoa protegida (civis à margem do conflito), homicídio, seqüestro com fins de extorsão, rebelião e desaparecimento forçado", acrescentou o DAS.

A diligência na prisão foi realizada no fim de semana e seguiu a formalidade de solicitação de entrega por parte das autoridades americanas, através da via diplomática.

O pedido passa agora à Corte Suprema de Justiça (CSJ), que decidirá se o pedido americano se ajusta ou não às normas nacionais.

Em seguida, caso seja considerado legal, o Executivo decidirá se autoriza a extradição. EFE jgh/jp

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