EUA pedem cautela por Irene, mas dizem que 'pior já passou'

Rebaixado para tempestade tropical em NY, furacão causou enchentes, cortes de energia e deixou 20 mortos na costa leste dos EUA

iG São Paulo |

Após o furacão Irene ser rebaixado para a categoria de tempestade tropical, o governo dos Estados Unidos afirmou que “o pior já passou”, mas pediu que a população se mantenha em alerta. Na última semana, toda a costa leste do país se preparou para receber o Irene, que acabou sendo menos devastador que o esperado.

“É seguro dizer que o pior já passou”, afirmou a secretária americana do Interior, Janet Napolitano. “Mas nossa mensagem aos indivíduos e famílias é que ( o perigo ) não acabou ainda.”

Segundo Janet, o presidente Barack Obama pediu que as autoridades federais continuem em contato com os governos das áreas afetadas. Ela afirmou que ainda serão necessários vários dias até que seja possível avaliar o impacto do Irene.

Após atingir a cidade de Nova York com ventos de 104 km/h, o Irene perdeu ainda mais força e segue em direção à Nova Inglaterra com ventos de 96 km/h. Na noite de domingo, deve chegar ao leste do Canadá.

Apesar de não ter atingido os EUA com a força prevista pelos meteorologistas, o Irene causou 20 mortes em toda a costa leste, deixou quatro milhões de pessoas sem energia e provocou vários danos.

Em Nova York, as fortes chuvas registradas durante toda a madrugada sobrecarregaram o sistema de esgoto e fizeram com que os níveis dos rios East e Hudson subissem. Em Manhattan, algumas ruas de Battery Park, no centro, foram tomadas pela água. As inundações mais significativas, porém, foram registradas em outras regiões da cidade, como Rockaways, uma península do Queens, e Coney Island, no Brooklyn.

Segundo os bombeiros, 61 adultos e três bebês foram resgatados em 21 casas afetadas por inundações. A emissora NBC informou que bombeiros receberam centenas de chamadas de moradores que reportam árvores e postes derrubados pelas tempestades. A ConEd, maior empresa de energia da cidade, afirmou que pelo menos 75 mil clientes ficaram sem eletricidade.

Ruas vazias em NY

As ruas de Nova York estavam vazias neste domingo, após as autoridades terem ordenado a retirada de 370 mil moradores de áreas de risco e fechado todo o sistema de transporte público - metrô, ônibus e trens que atendem cerca de cinco milhões de pessoas em um dia útil. Os serviço só deve ser normalizado a partir de terça-feira.

Além disso, pousos domésticos e internacionais foram proibidos em todos os cinco aeroportos da região de Nova York durante o fim de semana. Três deles – John F. Kennedy, La Guardian e Newark – estão entre os mais movimentados dos EUA.

Mais de nove mil voos foram cancelados em todos o país por grandes companhias como a United e a Delta, que se recusaram a informar quantos passageiros serão afetados.

Vários pontos turísticos de Nova York estão localizados nas áreas para as quais ordens de evacuação estão em vigor. É o caso da região de Battery Park City, em Manhattan, onde centenas de turistas pegam barcos que os levam para a Estátua da Liberdade .

Na região do Marco Zero, onde ficavam as torres do World Trade Center , trabalhadores protegeram os equipamentos que estão sendo usados nas obras de reconstrução. Neste domingo, autoridades disseram que a área não registrou inundação significativa e que não foi derrubada nenhuma das árvores plantadas no local como parte de um memorial às vítimas, que deve ser inaugurado em setembro.

Em coletiva de imprensa após a passagem do Irene, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu as medidas de segurança, dizendo que a cidade “fez as escolhas certas” ao se preparar para o furacão.

Na Filadélfia, ruas foram tomadas pela água após o nível de vários canais e lagos subirem. Sete prédios baixos desabaram, mas não deixaram feridos, e cerca de 21 mil moradores sofreram cortes de energia.

Na Carolina do Norte, o primeiro Estado a ser atingido, no sábado , também houve enchentes, quedas de árvores e danos em estradas. No domingo, equipes trabalhavam para restabelecer o serviço de energia enquanto moradores avaliavam os danos causados pelo furacão.

Com AP e BBC

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