EUA pedem ao Egito reformas e respeito ao direito de protesto

Declarações de secretária de Estado são a mais recente mostra de que Washington pode estar tirando seu apoio do governo Mubarak

iG São Paulo |

Em meio aos protestos contra o governo de Hosni Mubarak no Egito , a secretária de Estado dos EUA, Hillary Rodham Clinton, fez um apelo nesta sexta-feira para que as autoridades egípcias respeitem os direitos de seus cidadãos e ouçam as reivindicações por reformas políticas e econômicas no país.

As declarações foram a mais recente mostra de que os EUA, que tem no Egito seu mais próximo aliado árabe, podem estar tirando seu apoio a Mubarak. Publicamente o governo Obama vem aconselhando o presidente egípcio a adotar reformas e evitar recorrer ao uso da força contra os manifestantes. Além disso, segundo documentos diplomáticos americanos divulgados pelo WikiLeaks e publicados pelo jornal norueguês "Aftenposten", os EUA financiaram uma série de organizações pró-democracia no Egito .

Fazendo um pronunciamento enquanto os protestos desafiavam a imposição de um toque de recolher, Hillary conclamou por calma de ambos os lados e disse que o governo deve investigar e processar quaisquer alegações de brutalidade cometidas pelas forças de segurança contra os manifestantes. Ela também pediu que o Egito restaure o acesso à internet e aos sites de mídia social que foram bloqueados.

"Estamos profundamente preocupados com o uso de violência pela polícia e as forças de segurança do Egito contra os manifestantes, e pedimos ao governo egípcio que faça tudo o que estiver em seu poder para conter das forças de segurança", disse Hillary no Departamento de Estado. "Ao mesmo tempo, os manifestantes deveriam também evitar o uso da violência e se expressar pacificamente."

"Conclamamos as autoridades egípcias a permitir protestos pacíficos e a reverter as medidas sem precedentes que adotaram para cortar a comunicação", disse.

"Esses protestos revelam profundos descontentamentos dentro da sociedade egípcia, e o governo do país precisa entender que a violência não fará esses sentimentos desaparecerem."

Segundo a secretária de Estado, reformar "é absolutamente crítico para o bem-estar do Egito", pedindo ao aliado de longa data dos EUA que se "engaje imediatamente" com os grupos de oposição e outros para adotar amplas reformas econômicas, políticas e sociais. Ela disse que o governo Obama repetidamente abordou com o Egito o "imperativo para a reforma e maior abertura".

Com AP e AFP

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