EUA pedem a líder norte-coreano que cumpra acordo nuclear

Casa Branca cobrou nesta segunda-feira do novo governo da Coreia do Norte respeito aos compromissos na área nuclear

AFP |

AP
Porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, durante coletiva de imprensa

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse nesta segunda-feira que o governo dos Estados Unidos esperam que o novo governo da Coreia do Norte respeite compromisso internacional de não proliferação de armamento nuclear. "Esperamos que a nova liderança norte-coreana dê os passos necessários para apoiar a paz, a prosperidade e um futuro melhor para o povo norte-coreano, inclusive agindo em seus compromissos para o desarmamento nuclear", disse o porta-voz.

Leia também: Saiba mais sobre Kim Jong-un, o filho de Kim Jong-il

Carney disse, após a morte de Kim Jong-Il, que Washington não tem preocupações sobre depósitos de armas nucleares de Pyongyang, além das advertências prévias sobre o arsenal atômico.Também disse ser muito cedo para fazer julgamentos sobre o que a morte de Kim Jong-Ilsignificará para o futuro norte-coreano ou para a sua relação com o mundo exterior, incluindo as negociações sobre seu programa nuclear.

King Jong-Il morreu em meio a esforços para reativar o diálogo entre seis nações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. "É prematuro fazer avaliações sobre o novo líder. Julgaremos o governo norte-coreano como sempre fizemos, por suas ações, em particular, observando o tema nuclear". "Realmente faz sentido dar a esse processo um pouco mais de tempo, antes que façamos julgamentos sobre a nova liderança", disse Carney.

Teste de míssil

O governo da Coreia do Sul colocou seus militares em estado de alerta em meio ao temor de que a morte de Kim Jong-il possa causar instabilidade no país comunista, empobrecido mas com armas nucleares.

De acordo com a agência estatal de notícias sul-coreana, a Yonhap, a Coreia do Norte testou um míssul de curto alcance nesta segunda-feira, em meio ao anúncio da morte de Kim Jong-il. O teste não teria relação com a notícia, segundo militares.

Tecnicamente, os dois países permanecem em estado de guerra desde a Guerra da Coreia (1950-1953). O Conselho Nacional de Segurança sul-coreano está reunido para uma reunião de emergência, segundo informação da agência de notícias Yonhap. O governo japonês também convocou uma reunião de segurança.

A Casa Branca disse que está "monitorando com atenção" as informações sobre a morte de Kim Jong-il e disseram estar "comprometidos com a estabilidade da península coreana e com a liberdade e segurança de nossos aliados".

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