EUA pedem a Coreia do Norte não agravar tensões na região

Os Estados Unidos pediram que a Coréia do Norte não agrave as tensões militares na região, horas após Pyongyang ter lançado pelo menos sete mísseis no mar do Japão, neste sábado.

BBC Brasil |

As manobras, que estão sendo interpretadas como um "desafio" aos Estados Unidos no dia em que o país celebra sua independência, foram detectadas por militares sul-coreanos e japoneses.

Os mísseis teriam sido lançados de uma base nas proximidades da cidade de Wonsan, no sudeste do país, em direção ao Mar do Japão, segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Em resposta, o porta-voz do Departamento de Estado, Karl Duckworth, disse neste sábado que "esse tipo de comportamento norte-coreano não ajuda."

"A Coréia do Norte deve evitar as ações que agravam as tensões (na região) e concentrar-se nas discussões nucleares", disse o porta-voz à agência AFP.

Embora se acredite que os mísseis são do tipo Scud, no velho estilo soviético, a capacidade de alcance de 500 km dos projéteis coloca sob mira praticamente todas as principais cidades sul-coreanas.

O Estado Maior sul-coreano qualificou o ato da vizinha do norte de "provocação".

"Nossas forças militares estão prontas para enfrentar qualquer ameaça ou provocação por parte da Coreia do Norte, baseadas nas forças combinadas da Coreia do Sul e dos EUA", afirmaram os militares sul-coreanos em um comunicado.

Tensão

Sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) desde que realizou um teste nuclear subterrâneo em maio, a Coréia do Norte é proibida de exercer atividades relacionadas a mísseis balísticos.

Entretanto, o governo norte-coreano já havia testado pelo menos outros quatro mísseis de pequeno alcance na última quinta-feira.

O correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, disse que as manobras podem ser uma estratégia de Pyongyang de mostrar força no momento em que se especula sobre o estado de saúde do atual líder, Kim Jong-Il.

Em uma hipótese mais séria, os novos lançamentos elevam a preocupação de que o governo norte-coreano esteja preparando o lançamento de um míssil de longo-alcance.

No último dia 5 de abril, o governo de Pyongyang anunciou ter colocado um satélite em órbita por meio do lançamento de um foguete.

Os governos de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, no entanto, afirmam que o lançamento foi, na verdade, um teste com um míssil Taepodong-2, que teria cerca de 6 mil quilômetros de alcance.

O provável teste de um míssil de longo-alcance e um posterior teste nuclear anunciado pelo governo norte-coreano em 25 de maio fizeram com que uma crise se instalasse na região da península coreana.

Como resposta, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas impôs, no último dia 12 de junho, novas sanções contra a Coreia do Norte.

A nova resolução autoriza os países membros da ONU a inspecionar carregamentos norte-coreanos transportados por terra, mar ou ar e destruir qualquer material suspeito de estar relacionado a armas de destruição em massa.

A medida também amplia o embargo ao comércio de armas com a Coreia do Norte, proibindo que o país venda tanto armamento pesado quanto armas leves.

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