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EUA pede firmeza da OEA frente à erosão da democracia na A.Latina

Washington, 22 jan (EFE).- A representante dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA), Carmen Lomellin, pediu hoje ao organismo regional que atue com mais firmeza em relação à erosão da democracia em países como Venezuela e Nicarágua.

EFE |

"Não é segredo que estamos observando uma erosão da democracia na região pouco a pouco. Em países como Venezuela e Nicarágua, estamos vendo como são minados os valores democráticos", disse Lomellin durante um fórum de embaixadores dos EUA na América Latina organizado pela Câmara de Comércio americana.

A diplomata ressaltou que a democracia não é apenas a realização de eleições, mas também "o respeito aos direitos humanos, a liberdade de expressão" ou a possibilidade de organismos não-governamentais atuarem e terem o direito a desafiar as políticas dos Governos.

Segundo Lomellin, a OEA tem dificuldades de lidar com essa situação "porque é uma organização composta de Estados-membros e, às vezes, estes são reticentes em desafiar ou denunciar esta erosão da democracia".

"Acho que é preciso haver mais diálogo, mais compreensão e certamente uma abertura das oportunidades para que a sociedade civil participe deste debate também", argumentou Lomellin.

No mesmo fórum, o embaixador dos EUA na Nicarágua, Robert Callahan, concordou com Lomellin que "surgiu uma tendência preocupante na Nicarágua, sobretudo no último ano e meio".

O embaixador citou como exemplos as "evidentes fraudes e irregularidades" nas eleições municipais de 2008 nesse país e a decisão judicial do Supremo Tribunal que permite a reeleição do presidente Daniel Ortega.

"A questão é se veremos em novembro de 2011 eleições fiscalizadas por uma equipe transparente de observadores nacionais e internacionais", afirmou Callahan.

Os EUA estão "agudamente conscientes do que está ocorrendo (na Nicarágua) e estamos vigiando a situação da melhor maneira possível", acrescentou.

O embaixador dos EUA para a Venezuela, Patrick Duddy, ressaltou que a relação entre ambos os países é "enormemente difícil, complicada" e, embora o Governo do presidente Hugo Chávez tenha deixado claro suas intenções de implantar uma "economia socialista", os EUA continuam sendo seu parceiro comercial maior. EFE mp/sa

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