EUA ordenam que suposto guarda nazista se entregue para deportação

Washington, 8 mai (EFE).- O serviço de imigração dos Estados Unidos ordenou ao suposto ex-guarda nazista John Demjanjuk, acusado na Alemanha de ajudar no extermínio de 29 mil judeus, que se apresente em um de seus escritórios para ser deportado, disse hoje seu filho.

EFE |

John Demjanjuk filho não revelou, no entanto, quando deverá se entregar seu pai, de 89 anos.

A ordem chega um dia depois que o juiz do Tribunal Supremo John Paul Stevens negou o pedido do octogenário, que vive em Cleveland (Ohio), de suspender sua deportação.

Em março, um juiz de Munique (Alemanha) emitiu uma ordem de detenção contra ele por cooperar na morte de milhares de judeus no campo de concentração de Sobibor, no qual supostamente trabalhou como guarda.

O ucraniano diz que lutou nas fileiras soviéticas e que foi capturado pela Alemanha, que o teve como prisioneiro até 1944.

Seus advogados alegam que não deve ser deportado por seu precário estado de saúde, visto que sofre de problemas na coluna, falhas renais e precisa de ajuda para caminhar.

Demjanjuk está na mira dos tribunais há décadas. Em 1986 os EUA o extraditaram para Israel, onde em primeira instância foi condenado à morte por ser o guarda conhecido como "Ivan, o Terrível" no campo de concentração de Treblinka.

No entanto, a Corte Suprema israelense anulou a condenação em 1993 ao concluir que provavelmente "Ivan" não era ele, mas outro ucraniano.

Retornou aos EUA, onde sua cidadania foi cassada após o processo israelense, e viveu desde então como apátrida.

Em 2005, um tribunal americano ordenou sua deportação, após concluir que foi um guarda nazista em outros campos de concentração.

No dia 14 de abril, agentes de imigração o detiveram em sua casa, mas uma corte parou o processo de repatriação em resposta à apelação do filho, que alegou que a deportação de seu pai constituiria "tortura", tendo em vista seus problemas de saúde.

No entanto, em 1º de maio um tribunal federal de apelações de Ohio rejeitou paralisar a ordem de deportação de Demjanjuk, uma decisão mantida ontem pelo juiz Stevens. EFE cma/ma

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