EUA oferecem US$ 11 milhões por terroristas

Washington, 25 mar (EFE).- O Governo dos Estados Unidos oferece US$ 11 milhões por informações que levem ao paradeiro ou à captura de três supostos terroristas da Al Qaeda que operam no Afeganistão e no Paquistão, informou hoje o Departamento de Estado americano.

EFE |

A recompensa, anunciada em comunicado pelo porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Gordon Duguid, inclui US$ 5 milhões por informações sobre a localização ou a detenção do líder talibã paquistanês Baitullah Mehsud.

Esse dirigente é acusado pelo Governo de seu país de ter organizado o atentado contra a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em dezembro de 2007.

Os Estados Unidos afirmam que Mehsud pertence ao movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que reúne os grupos talibãs locais, e é uma peça-chave da Al Qaeda nas áreas tribais no Waziristão do Sul.

Washington também o vincula ao atentado suicida executado em janeiro de 2007 contra o Hotel Marriott em Islamabad, e alega que ele declarou sua intenção de atentar contra as forças americanas no Afeganistão, afirma o Departamento de Estado.

O Governo dos EUA oferece mais US$ 5 milhões por qualquer dado que leve ao paradeiro, à detenção ou à condenação do insurgente Siraj Haqqani, líder da rede terrorista Haqqani, fundada pelo pai dele, Jalaluddin Haqqani.

Siraj mantém vínculos estreitos com a Al Qaeda e, durante uma entrevista a um meio de comunicação americano, admitiu ter planejado o atentado de 14 de janeiro do ano passado contra o Hotel Serena em Cabul, no qual seis pessoas morreram, entre elas o americano Thor David Hesla, afirma o Departamento de Estado.

Também admitiu ter planejado a tentativa de assassinato, em abril do ano passado, contra o presidente afegão, Hamid Karzai, e coordenou e participou de ataques fronteiriços contra tropas americanas e da coalizão no Afeganistão, segundo o Governo.

Por último, Washington oferece até US$ 1 milhão por Abu Yahya al-Libi, suposto dirigente da Al Qaeda no Magrebe Islâmico, que foi detido em 2002 e preso na base de aérea dos EUA em Bagram, no Afeganistão.

Libi conseguiu escapar em julho de 2005 e, desde então, apareceu em vídeos de propaganda, utilizando sua "formação religiosa para incluir pessoas e legitimar as ações da Al Qaeda", diz o Departamento de Estado, que indica que ele poderia estar no Afeganistão ou no Paquistão. EFE cae/an

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