EUA oferecem resolução sobre volta de Cuba à OEA

WASHINGTON - Enquanto países latino-americanos pressionam pela reintegração de Cuba à Organização dos Estados Americanos, autoridades norte-americanas disseram na quarta-feira que o governo dos EUA estaria disposto a discutir o assunto se a ilha comunista adotar princípios democráticos.

Reuters |

A sugestão, incluída em uma resolução submetida a uma reunião da OEA, reafirma a tradicional posição norte-americana sobre Cuba, mas também dá sinais de uma crescente disposição para o diálogo.

"Algumas das circunstâncias desde a suspensão de Cuba da plena participação na Organização dos Estados Americanos podem ter mudado", diz a resolução dos EUA, notando que um "diálogo franco e aberto" é a marca das relações multilaterais.

A secretária de Estado Hillary Clinton deve participar, na terça-feira que vem, da assembleia geral da OEA em Honduras, onde a maioria dos 34 países integrantes deve se manifestar favoravelmente à reintegração de Cuba, embora não se preveja uma votação nesse sentido.

O conselho da OEA nomeou uma força-tarefa para avaliar a proposta dos EUA e duas outras que levariam mais diretamente à reintegração de Cuba, que está suspensa do órgão hemisférico desde 1962.

Hillary disse na semana passada ao Congresso que os EUA não apoiariam a reintegração de Cuba à OEA até que o país adote princípios democráticos previstos na carta da entidade.

A resolução dos EUA recomenda ao conselho da OEA que "inicie um diálogo com o atual governo de Cuba a respeito da sua eventual reintegração no sistema interamericano, consistente com os princípios de soberania, independência, não-intervenção e democracia".

Hector Morales, embaixador dos EUA junto à OEA, disse que a reintegração de Cuba exige um processo cuidadoso. "Deve e irá depender mais de o que Cuba está preparada para fazer do que quais concessões nós como organização estamos preparados para fazer", afirmou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem tomado medidas de reaproximação com Havana, como há dois meses, quando suspendeu restrições para viagens e remessas financeiras de cubano-americanos para a ilha.

Na semana passada, Washington propôs a retomada de discussões sobre migração entre os dois países, um processo que estava suspenso desde 2004 pelo governo de George W. Bush.

Mas Obama tem enfatizado a necessidade de que Cuba adote reformas democráticas, como pré-requisito para o fim do embargo comercial de Washington em vigor há quase meio século.

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