EUA oferecem recompensa de US$ 10 milhões por terrorista paquistanês

Quantia equivalente a R$ 18,3 milhões será dada em troca de informações que levem à detenção do extremista acusado de orquestrar os atentados em Mumbai em 2008

iG São Paulo |

O governo dos Estados Unidos incluiu em sua lista de terroristas mais procurados o líder extremista paquistanês acusado de ter orquestrado os atentados de Mumbai em 2008 e está oferecendo até US$ 10 milhões por sua captura.

Dois anos depois: Índia presta homenagem às vítimas de ataques em Mumbai

Hafiz Mohamad Saeed, fundador e líder do grupo islamita Lashkar-e-Taiba (com sede no Paquistão) passa a ser o homem mais procurado do mundo por Washington depois do líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri , cuja recompensa vale até US$ 25 milhões.

AP
Foto de abril de 2011 mostra Hafiz Saeed em evento em Islamabad, no Paquistão

Além de Saeed, o governos americano oferece recompensa de US$ 10 milhões pelo líder dos talibãs afegãos, o mulá Omar.

De acordo com o site do governo americano Rewards for Justice, Saeed é suspeito de organizar uma série de ataques terroristas, incluindo o de Mumbai em 2008 , que matou 166 pessoas, incluindo seis americanos.

O anúncio pode complicar ainda mais as relações entre EUA e Paquistão, que vive um período de tensão desde a morte do fundador da Al-Qaeda, Osama bin Laden, por forças especiais americanas em território afegão. Além disso, o Parlamento paquistanês está debatendo também uma revisão sobre os laços com o governo americano depois que um ataque aéreo das forças americanas mataram 24 soldados paquistanês em novembro.

Informações

O governo oferece a recompensa em troca de “informações que levem à prisão ou condenação” de Saeed, que fundou o grupo extremista com suposto apoio do Paquistão nos anos 80 para presseionar a Índia sobre a disputa do território da Caxemira. Os EUA também oferecem até US$ 2 milhões para o vice-líder do Lashkar-e-Taiba, Hafiz Abdul Rahman Makki, que é cunhado de Saeed.

O Paquistão baniu o grupo extremista em 2002, sob pressão do aliado EUA. As operações do Lashkar-e-Taiba, no entanto, continuam ocorrendo no país com relativa liberdade sob seu braço social e político, o Jamaat-ud-Dawwa.

Os EUA designaram ambos os grupos com organizações terroristas estrangeiras. Oficiais de inteligência e especialistas em terrorismo dizem que o Lashkar-e-Taiba tem expandido seu foco para além da Índia nos últimos anos e tem orquestrado ataques na Europa e Austrália. Alguns classificam o grupo como “a próxima Al-Qaeda”.

*Com AP e AFP

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