EUA: Obama e Hillary na reta final da campanha eleitoral democrata

O candidato democrata à Casa Branca Barack Obama conta com as primárias desta terça-feira em Oregon (noroeste dos EUA) para deixar definitivamente para trás sua adversária Hillary Clinton, grande favorita no mesmo dia em Kentucky (centro-leste) e que quer permanecer na disputa até o fim.

AFP |

De acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pela universidade de Suffolk, Hillary Clinton reúne 51% das intenções de voto em Kentucky contra apenas 25% dados a Obama. Segundo o mesmo estudo, o senador de Illinois tem apenas quatro pontos de vantagem em Oregon (45% contra 41% para Hillary).

"Não há nenhuma chance" de que Hillary Clinton desista da disputa na noite de terça-feira, garantiu nesta segunda-feira Howard Wolfson, conselheiro da ex-primeira-dama. "Ainda é cedo para que o senador Obama se apresente como o candidato democrata", declarou, ressaltando no entanto que se o senador de Illinois ganhar, de fato, a indicação democrata à presidência dos Estados Unidos, "obviamente o apoiaremos".

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O principal estrategista de Obama, David Axelroad, considerou nesta segunda-feira que "há grandes chances" de que o senador de Illinois conquiste a maioria absoluta dos delegados simples nas prévias de terça-feira.

Os últimos centros de votação fecharão suas portas às 23H00 GMT (20H00 de Brasília) em Kentucky, e às 03H00 GMT (meia-noite de Brasília) de quarta-feira em Oregon.

Barack Obama reuniu 75.000 pessoas domingo durante um comício em Oregon. O senador de Illinois nunca tinha conseguido congregar tantas pessoas em uma reunião eleitoral desde o início da campanha.

Obama espera ganhar terça-feira um número suficiente de delegados para obter a maioria absoluta dos delegados simples, ou seja, 1.627. De acordo com o site independente RealClearPolitics (RCP), Obama tem atualmente 1.602 delegados simples, contra 1.443 de Hillary Clinton.

Para conseguir a indicação democrata, Obama ou Hillary precisam contar com o apoio de pelo menos 2.025 delegados, o que representa a maioria dos 4.049 delegados que participarão da Convenção do partido, no fim de agosto no estado de Colorado.

No entanto, todos esses delegados não têm o mesmo peso. Há 3.253 delegados simples, designados pelos eleitores durante as primárias e cáucus (assembléias de eleitores). Estes delegados têm que votar no candidato que representarão na Convenção. Também há 796 "superdelegados", que são parlamentares democratas no Congresso, governadores, ex-presidentes e vice-presidentes e sindicalistas. Estes podem votar no candidato que quiserem. Até agora, segundo o RCP, Obama tem 280 "superdelegados" e Hillary, 275.

Cinqüenta e um delegados estão em jogo em Kentucky, e outros 52 em Oregon. Depois dessas, haverá três últimas prévias.

Por sua vez, o candidato republicano John McCain continua enfrentando problemas com colaboradores suspeitos de tráfico de influência. Tom Loeffler, presidente da campanha de financiamento de McCain, teve que renunciar depois de a imprensa ter revelado que a empresa que ele dirige tem entre seus clientes vários países estrangeiros, entre os quais a Arábia Saudita.

Loeffler é o quinto membro da equipe de McCain a ser obrigado a renunciar.

O principal conselheiro político do candidato republicano, Charlie BBlack, também está sob o fogo das críticas por ter dirigido uma empresa de lobby que, segundo a organização de esquerda MoveOn.org, teve como clientes "os piores tiranos do mundo". O Wall Street Journal informou na semana passada que Rick Davis, diretor de campanha de McCain, dirige uma companhia que se dedica ao lobby em prol de um partido político ucraniano pró-russo.

De acordo com o site independente Campaign Money Watch, 112 lobistas trabalham para McCain. O senador de Arizona denuncia háa muito tempo a influência dos lobistas em Washington.

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