EUA: o setor privado perdeu 697.000 empregos em fevereiro

O setor privado perdeu 697.000 empregos em fevereiro nos Estados Unidos, indicou um estudo do gabinete do conselho em recursos humanos ADP publicado nesta quarta-feira.

AFP |

A dimensão ultrapassa as previsões de 630.000 demissões feitas pels analistas.

O ADP revisou em alta sua estimativa das perdas do mês anterior, a 614.000 (em vez dos 522.000 anúncios inicialmente).

"Estamos agora no momento mais difícil da crise. Prevemos 1,7 milhão de perdas de empregos entre janeiro e março", constatou Sophia Koropeckyj, do Economy.com (agência Moody's).

Segundo o ADP, o setor de serviços, que garante quase 85% do emprego não agrícola nos EUA, perdeu 359.000 postos em fevereiro, após 327.000 em janeiro.

Com uma mão de obra em queda pelo 26º mês consecutivo, a indústria perdeu ainda 338.000 empregos em fevereiro, após os 287.000 de janeiro. O setor manufatureiro (produção de bens) registrou queda de emprego pelo 36º mês consecutivo, com 219.000 vagas perdidas.

As grandes empresas, que contam 500 assalariados ou mais, cortaram 121.000 postos de trabalho, as empresas médias (de 50 a 499 assalariados), 314.000, e as pequenas empresas, 262.000.

Publicada dois dias antes dos dados oficiais do departamento de Trabalho, que cobrem tanto o setor privado quanto o setor público, a pesquisa ADP dá uma primeira ideia da evolução mensal do emprego nos EUA.

Segundo os analistas, o relatório do ministério deverá acusar sexta-feira 650.000 cortes de vagas em fevereiro, após os 598.000 de janeiro. Eles preveem uma forte disparada das taxas de desemprego, a 7,9% após os 7,6% em janeiro, o que seria um nível inédito em 25 anos.

"Todos os indicadores do mercado de trabalho pressagiam uma nova aceleração das perdas em fevereiro: as demandas de seguro-desemprego aumentaram nas últimas semanas, e as famílias mostram-se mais pessimistas sobre o nível de emprego na avaliação da confiança dos consumidores do Conference Board de fevereiro", destacou Marie-Pierre Ripert, da Natixis.

"O plano de retomada federal vai contribuir para estabilizar o mercado de trabalho durante o resto do ano, mas não vai derivar em criações de empregos antes do próximo ano", disse Koropeckyj.

Em um outro estudo publicado nesta quarta-feira, o gabinete Challenger, Gray & Christmas calculou que as empresas americanas haviam anunciado em fevereiro sua intenção de cortar 186.350 empregos (nos EUA e no estrangeiro) após o nível recorde de mais de 240.000 em janeiro.

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