Em atitude inédita, o Pentágono revelou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha os nomes dos insurgentes mantidos presos em locais secretos no Iraque e no Afeganistão, informou neste sábado o jornal The New York Times.

A medida, mais recente mudança na política de prisões iniciada pelo governo do presidente Barack Obama, foi tomada este mês, segundo o NYT.

Obama ordenou o fechamento das prisões secretas da CIA, além de ter se comprometido a fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, até janeiro de 2010, lançando uma ampla revisão das políticas de detenção e interrogatório de supostos terroristas presos.

Os militares americanos, no entanto, ainda mantêm campos de Operações Especiais em Balad, no Iraque, e em Bagram, no Afeganistão, cujos detalhes de funcionamento permanecem não divulgados.

Entre 30 e 40 prisioneiros são mantidos atualmente em Balad, e um número menor no Afeganistão, segundo funcionários do exército citados pelo jornal nova-iorquino.

Esta mudança de rumo permitirá que a Cruz Vermelha monitore as condições em que estes prisioneiros são mantidos pelos Estados Unidos.

O organismo internacional tem permissão para entrar em qualquer prisão dos Estados Undios nos dois países, mas nunca conseguiu ingressar nos campos de Operações Especiais.

As regras do Pentágono limitavam em duas semanas o tempo máximo de permanência de um detento nestas prisões, após as quais este deveria ser libertado, transferido ou ter a prisão extendida sob autorização do departamento da Defesa.

Com a nova medida, os militares devem informar a Cruz Vermelha sobre a identidade dos prisioneiros nas primeiras duas semanas a partir de sua captura.

O NYT indica ainda que as novas regras também eliminam a possibilidade de solicitar extensões.

oh/ap

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.