EUA negam ter violado direito internacional com a ajuda a presos em Cuba

Washington, 19 mai (EFE).- Os Estados Unidos garantiram hoje que não violaram o direito internacional e que a assistência humanitária que proporcionam às famílias de presos políticos em Cuba é um gesto prudente e coerente com a política da administração Bush.

EFE |

A afirmação foi feita pelo porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, ao ser questionado sobre a acusação lançada hoje pelas autoridades cubanas de que o chefe do Escritório de Interesses dos EUA em Havana, Michael Parmly, atua como "correio" para os dissidentes e transfere dinheiro de uma fundação supostamente dirigida por Santiago Álvares, acusado de terrorismo em Cuba.

McCormack não se referiu diretamente ao caso de Parmly, mas insistiu que faz parte da política americana proporcionar ajuda humanitária às famílias de presos políticos que o Governo cubano "abandonou" e "esqueceu".

"Tenho certeza de que há um cuidadoso controle de tudo o que é feito pelo Governo", afirmou McCormack, acrescentando que (a ajuda) "é um gesto humanitário prudente e coerente" com a política do país.

O porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA aplicam este programa "há bastante tempo" e destacou que o Governo não impede organizações ou grupos privados de fazer o mesmo.

A Diretora para a América do Norte da Chancelaria cubana, Josefina Vidal Ferreira, afirmou hoje que diplomatas americanos atuaram "como vulgares correios ao serviço de um terrorista de origem cubana".

A funcionária disse que Santiago Álvarez, suposto diretor da Fundação Resgate Jurídico, "a partir de sua cômoda prisão, regula a entrega de dinheiro e ajuda material com o apoio do chefe do Escritório de Interesses em Havana, o senhor Michael Parmly".

No entanto, a funcionária descartou a apresentação de um protesto formal contra o Escritório de Interesses em Havana (Sina) e disse que Havana espera que "seja o Governo dos EUA que tome medidas para retificar o comportamento e a atitude de seus diplomatas".

De acordo com as autoridades cubanas, Parmly transferiu "cartas" - palavra que o Executivo cubano interpreta como dinheiro - aos "mercenários", como o Governo chama os dissidentes.

As quantidades supostamente entregues vão desde US$ 200 a US$ 2.400. EFE cai/fb

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