Segundo Irã, libertação ocorreu após pagamento de fiança de US$ 500 mil, mas funcionários negam que EUA ou famílias pagaram valor

Os Estados Unidos "não pagaram nada" pela libertação da americana Sarah Shourd, que chegou nesta terça-feira a Omã após ter sido libertada no Irã após mais de um ano de prisão, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.

Segundo Crowley, Washington não pagou a fiança de US$ 500 mil estabelecida por Teerã para a libertação de Sarah. "Os EUA não pagaram nada pela libertação. Alguém ofereceu garantias suficientes para satisfazer as exigências do Irã", afirmou.

"Não sabemos quais foram as ações específicas", disse o porta-voz, afirmando que o Departamento de Estado americano "ainda não recebeu informações completas das negociações nas últimas 24 horas".

"O governo do Irã tinha, em seu processo judicial, requisitos especiais para sua libertação. Tudo o que sabemos é que foram dados passos para satisfazer esses requisitos", indicou.

Segundo outro funcionário, que falou sob condição de anonimato, as famílias dos americanos também não pagaram a fiança. Ele, porém, não informou quem poderia ter feito o pagamento.

Segundo fontes iranianas, o depósito dos US$ 500 mil, a quantia determinada como fiança pelo promotor-geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, foi o motivo da imediata libertação da americana.

Sarah foi detida em 31 de julho de 2009 juntamente com seu noivo, Shane Bauer, e Josh Fattal, quando dizem ter entrado ilegalmente no território iraniano a partir do Iraque. As autoridades iranianas os acusaram de espionagem pouco após terem entrado de forma ilegal no Irã.

A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu nesta terça-feira ao governo do Irã que solte os outros dois americanos. Por sua vez, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou estar "muito contente" pela notícia da libertação, mas lamentou que os companheiros de Sarah permaneçam presos.

Segundo uma agência pública iraniana, a Justiça do país decidiu mantê-los detidos pelo menos pelos próximos dois meses. prisioneiros pelos próximos dois meses.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.