Os militares americanos enviados à base aérea de Soto Cano não contribuíram para a expulsão, em 28 de junho passado, do presidente hondurenho Manuel Zelaya, afirmou nesta segunda-feira um porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.

"O pessoal militar não esteve envolvido no voo que transportou o presidente Zelaya à Costa Rica em 28 de junho. Membros da equipe Bravo não tinham conhecimento nem colaboraram nas decisões sobre a aterrissagem, o abastecimento de combustível ou o envio", afirmou o porta-voz em entrevista à imprensa.

"A base de Soto Cano pertence a Honduras. É dirigida e operada pela Força Aérea hondurenha, e eles decidem sobre seu uso", acrescentou Crowley.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que os Estados Unidos haviam colaborado para a expulsão de Zelaya, que deixou o país a partir da base de Soto Cano.

"No trajeto dos voos que saem de Honduras para a região, parece que o avião no qual foi expulso de seu país o presidente Manuel Zelaya saiu da base de Palmerola", outro nome dado à base de Soto Cano.

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