EUA negam que Geórgia tenha cometido genocídio na Ossétia do Sul

Washington, 19 ago (EFE) - O subsecretário adjunto dos Estados Unidos para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, Matt Bryza, negou hoje que a Geórgia tenha cometido genocídio durante sua ofensiva militar na região separatista da Ossétia do Sul, como denunciou a Rússia.

EFE |

Bryza, que acaba de retornar da Geórgia, aonde foi enviado pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou em entrevista coletiva que "simplesmente não corresponde aos fatos (a afirmação de) que a população da Ossétia do Sul foi eliminada" durante o conflito.

A Rússia afirma que a Geórgia matou mais de dois mil civis em Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul, um número qualificado pelo grupo de defesa de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) de "exagerado e suspeito", segundo Bryza.

Em sua estadia em Tbilisi, a capital georgiana, o subsecretário disse ter recebido informação "sobre violações sérias aos direitos humanos, incluindo assassinatos, abusos sexuais e destruições de imóveis".

Segundo o funcionário americano, o Governo e o Exército russo têm a responsabilidade de "fazer todo o possível para prevenir violações dos direitos humanos, da mesma forma que têm que garantir o acesso à ajuda humanitária".

Ele destacou que a ONU já estimou em 100 mil as pessoas deslocadas na Geórgia pelo conflito, por isso, em sua opinião, é preciso "que as organizações internacionais de direitos humanos entrem na Ossétia do Sul para avaliar o que está acontecendo".

"Pedimos à Rússia que retire suas tropas da Geórgia, assegure que a crise humanitária seja revertida e tome medidas para interromper as violações aos direitos humanos", insistiu.

O Governo russo acusou o Exército de Tbilisi desde o começo do confronto armado de cometer genocídio na Ossétia do Sul e assegurou que levará aos tribunais o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.

Por sua parte, o Executivo georgiano também pediu uma investigação internacional das ações militares russas em seu território, por considerá-las uma "limpeza étnica". EFE cae//db

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