EUA negam envolvimento em ataque a rebeldes nas Filipinas

Manila, 28 ago (EFE).- Os Estados Unidos negaram hoje que suas tropas tenham participado de operações de combate a rebeldes muçulmanos no sul das Filipinas, em resposta às acusações feitas por opositores à presença militar americana no país.

EFE |

"As tropas americanas não participaram de operações de combate", disse a porta-voz da Embaixada dos EUA, Rebecca Thompson, em uma nota à imprensa em que lembra que a presença militar é temporária, conta com apoio do Governo filipino e tem a missão apenas de formar e assessorar as forças locais.

A declaração chega depois de Nancy Gadian, uma militar filipina retirada e envolvida em um escândalo de corrupção, ter assegurado ontem, diante do Congresso, que as tropas americanas participaram de combates, o que representaria uma violação da Constituição local.

Os EUA investiram 2 bilhões de pesos (US4 40 milhões) em segurança e ajuda humanitária desde que, em 2000, assinou um acordo de ajuda militar com as Filipinas.

Entre 300 e 600 soldados, dependendo do período, permaneceram em vários pontos estratégicos do problemático sul das Filipinas desde 2002, com o objetivo de treinar o Exército filipino na luta contra os separatistas muçulmanos, que têm laços com a Al Qaeda.

Os EUA desmantelaram duas bases militares na ilha filipina de Luzon em 1992 devido à pressão social e à oposição do Senado, que proibiu na Constituição filipina a presença de bases estrangeiras, exceto quando ratificado por dois terços da Casa. EFE mgs/rr

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