EUA negam comparar manobras de Rússia e Venezuela no Caribe com crise de 1962

Moscou, 21 out (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos em Moscou negou hoje qualquer paralelismo entre a crise dos mísseis protagonizada pelos EUA e a URSS em Cuba em 1962 e as manobras que as marinhas russa e venezuelana efetuarão em breve no Caribe.

EFE |

"Não vejo nenhum paralelismo com a Crise dos Mísseis. As relações entre EUA e Rússia mudaram significativamente desde os anos 60" do século XX, assegurou John Beyrle, embaixador americano desde julho passado, à agência "Interfax".

O diplomata ressaltou que a "Guerra Fria terminou e o conflito ideológico que deu origem à crise já não existe".

"Não faria nenhuma analogia entre a chegada dos navios russos a nosso hemisfério com o que ocorreu em 1962. Era outra era. Seguimos atentamente a evolução dos eventos, mas não temos razões para sentir que estamos em perigo", apontou.

Beyrle insistiu em que os EUA "não querem ver na Rússia um inimigo", mas "um país que compartilha as mesmas posturas na hora de enfrentar os desafios do século XXI e se esforça em trabalhar com outros países para combatê-los".

As Forças Armadas de Rússia e Venezuela farão pela primera vez exercícios navais conjuntos entre 10 e 14 de novembro no mar do Caribe, após os quais o presidente russo, Dmitri Medvedev,será recebdo em Caracas por seu colega da Venezuela, Hugo Chávez.

A frota russa será liderada pelo cruzeiro de propulsão nuclear "Pedro, o Grande", da classe "Kirov", e incluirá o destróier "Almirante Chabanenko", da classe "Udaloy II", um avião-tanque e outro de apoio.

Este grupo naval partiu em 22 de setembro de sua base de Severomorsk, nos mar de Barents, e chegará à Venezuela após percorrer 15 mil milhas e fazer escala na Líbia.

Recentemente, o Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia informou que esses navios da Frota russa do Norte não levam armas nucleares a bordo.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu ao chefe venezuelano novas verbas de armamento, durante o encontro realizado em 25 de setembro em Moscou.

Para isso, o Kremlin concederá a Caracas um crédito de US$ 1 bilhão.

A Venezuela é o principal cliente da indústria militar russa na América Latina, com vários bilhões de dólares em contratos. EFE io/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG