EUA negam acusação iraniana de envolvimento em atentado a mesquita

Os Estados Unidos negaram nesta sexta-feira qualquer envolvimento no atentado contra uma mesquita iraniana na quinta, afirmando que não apóia nenhuma forma de terrorismo, em resposta às acusações de autoridades locais do sudeste do Irã.

AFP |

"Condenamos este ataque nos termos mais firmes possíveis, e enviamos nossos sentimentos às famílias feridas e falecidas", declarou o porta-voz do departamento de Estado, Ian Kelly.

"Destacamos com preocupação uma recente série de bombardeios contra mesquitas xiitas no Iraque e no Paquistão, assim como no Irã, e condenamos fortemente qualquer tipo de violência sectária", acrescentou Kelly.

O atentado a bomba pelo qual autoridades iranianas responsabilizaram os Estados Unidos aconteceu na quinta-feira, em uma mesquita xiita na cidade de Zahedan (sudeste), deixando 25 mortos e 125 feridos.

Segundo Jalal Sayah, vice-governador da província do Sistão-Baluchistão, próxima às fronteiras com o Paquistão e o Afeganistão, onde habita uma forte minoria sunita, três pessoas ligadas ao ataque foram detidas.

"Segundo as informações que obtivemos, estes suspeitos foram recrutados pelos Estados Unidos e pelos agentes da arrogância", afirmou Sayah à agência de notícia oficial Fars.

As autoridades iranianas utilizam o termo "arrogância mundial" para se referir ao "inimigo" americano.

O ministro iraniano do Interior, Sadegh Massuli, disse que "os agentes do terror não são sunitas nem xiitas, e sim americanos e israelenses (...), os inimigos que buscam a divisão entre sunitas e xiitas", segundo a agência Mehr.

Washigton, por sua vez, apontou para grupos armados sunitas que atuam nos vizinhos Paquistão e Afeganistão.

"Notamos com preocupação um recrudecimento recente dos atentados contra mesquitas no Paquistão, Afeganistão e Irã, e condenamos qualquer forma de violência sectária", insistiu Kelly.

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