EUA não vão transferir prisioneiros a países onde possam ser torturados

Os Estados Unidos não vão transferir prisioneiros a países onde possam ser torturados, anunciou nesta quinta-feira o futuro diretor da CIA, Leon Panetta, durante sabatina no Senado. Em sua opinião, a simulação de afogamento representa uma técnica de tortura.

AFP |

Ex-chefe de gabinete de Bill Clinton, este ex-parlamentar da Califórnia (oeste dos EUA), no Congresso de 1976 a 1992, era até então professor de políticas públicas na universidade californiana de Santa Clara.

A nova administração americana apostou na escolha de uma personalidade política em detrimento de um dirigente da inteligência para ajudar a restabelecer a credibilidade de uma agência abalada por vários escândalos, entre os quais a transmissão de informações errôneas sobre a presença no Iraque de armas de destruição em massa, que serviram de pretexto para a invasão deste país, decidida pelo ex-presidente George W. Bush em março de 2003.

Criada em 1947 e com sede em Langley, no estado de Virginia (leste dos EUA), a Central Intelligence Agency (CIA) também foi criticada pelo Congresso por não ter antecipado os atentados de 11 de setembro de 2001 e por ter aplicado os métodos controvertidos de luta contra o terrorismo autorizados pela administração Bush, como os voos secretos para Guantánamo, os grampos ilegais e técnicas de interrogatório consideradas como tortura.

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