EUA não tinham dados suficientes para barrar nigeriano em voo

KAILUA - O governo dos Estados Unidos criou um arquivo de dados sobre Umar Farouk Abdulmutallab em novembro de 2009, mas não possuía informação suficiente para colocá-lo na lista de pessoas com proibição de voar, afirmou no sábado uma autoridade norte-americana.

iG São Paulo |

Abdulmutallab, de 23 anos, foi indiciado nos Estados Unidos no sábado por tentar explodir um avião de passageiros em pleno ar quando a aeronave se preparava para pousar na cidade americana de Detroit. Umar Farouk Abdulmutallab foi rendido por alguns dos 278 passageiros e 11 tripulantes do voo 253 da Northwest Airlines (operado pela Delta), entre Amsterdã e Detroit, no dia de Natal.

Lista de terroristas

Há 550 mil pessoas no registro central de inteligência com informações sobre supostos e conhecidos terroristas, no qual foi aberto arquivo com dados sobre Abdulmutallab. Entretanto, não havia informação negativa suficiente para incluir seu nome num subgrupo de mais de 400 mil indivíduos, principal base de dados do governo dos EUA sobre terrorismo internacional, disse a autoridade.

Menos de 4 mil dos nomes contidos nesse grupo estão na lista dos "proibidos de voar" e outros 14 mil nomes integram o grupo dos que devem passar por uma revista secundária obrigatória, acrescentou.

"Não havia informação suficiente naquele momento ... para incluí-lo no registro de terroristas ou nas listas de 'proibido de voar'" ou de segunda revista obrigatória, afirmou a autoridade.

Abdulmutallab está internado em um hospital de Michigan, onde recebe tratamento para queimaduras.

Al-Qaeda

O envolvimento da Al-Qaeda no incidente é "alvo de investigação" disse neste domingo a secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano.

Napolitano, porém, destacou em entrevista à televisão americana que "seria inapropriado falar e inapropriado especular [sobre a participação da Al-Qaeda]. Então vamos deixar o FBI e o sistema judiciário realizar o trabalho deles agora."



Aeronave foi levada para área isolada do aeroporto / Reuters

(*com informações da Reuters)

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