Santiago do Chile, 23 ago (EFE) - O subsecretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, afirmou que a onda de esquerdismo na América Latina não preocupa os Estados Unidos, informou hoje a imprensa local. O tema de uma onda de esquerdismo na região não nos preocupa. Vemos mais uma onda de pragmatismo. Não importa como se chame um Governo, o que importa é o que faz para seus cidadãos, disse Kelly, em declarações ao jornal chileno El Mercurio.

Para o funcionário, que foi embaixador no Chile até 2007, os vínculos e proximidade dos novos líderes da região, como o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, com Governos que têm uma relação tensa com Washington, como Venezuela e Bolívia, não têm grande importância.

"É uma decisão soberana do Paraguai", disse Kelly, que acrescentou que os EUA querem se envolver "no esforço desse país para melhorar a vida dos cidadãos".

"Vê-se, por exemplo, que Chile, Uruguai e Brasil também estão exercendo uma influência muito positiva no Paraguai e isso é muito bom", ressaltou Kelly, que esteve em visita em Santiago.

O subsecretário de Estado reconheceu que há dois lados na relação entre EUA e América Latina.

"Um que progride pela via de acordos de livre-comércio e outro que mostra um arraigado antiamericanismo, onde se reflete que a região ressente a influência de Washington", declarou.

O diplomata afirmou que os EUA dobraram a ajuda à América Latina nos últimos sete anos e que faltou a Washington ressaltar o aspecto social de sua política econômica.

Kelly disse também que, após as próximas eleições presidenciais em seu país, independentemente de quem for eleito, as coisas para a América Latina seguirão pelo mesmo caminho, com a economia como eixo central da relação.

"Nosso compromisso econômico e de desenvolvimento na região goza de um acordo muito forte nos dois partidos, por isso que não vejo mudanças muito fortes", afirmou. EFE mw/ab/db

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