EUA não se deixarão aterrorizar, diz Obama

Tentativa de atentado é "recordação das ameaças existentes", disse Obama

AFP |

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Barack Obama discursa nesta terça-feira em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que o fracassado atentado de Times Square é uma triste recordação das ameaças existentes, mas que o país não se deixará aterrorizar ou será acuado pelo medo.

Obama destacou que o FBI e as autoridades judiciais têm todas as ferramentas necessárias para investigar o ataque e provar se o paquistanês naturalizado americano suspeito detido na segunda-feira tem ligações com terroristas estrangeiros.

"A justiça será feita, nós vamos continuar fazendo tudo em nosso poder para proteger o povo americano", disse Obama.

"Este incidente é outra triste recordação do tempo em que vivemos", completou o presidente, antes de afirmar que centenas de vidas podem ter sido salvas pela vigilância das autoridades de Nova York.

"Nós não seremos aterrorizados, nós não vamos ser acuados pelo medo", completou o presidente em um evento em Washington.

Suspeito preso

Um homem paquistanês-americano foi preso sob a acusação de ter dirigido o carro-bomba encontrado no último sábado na Times Square, em Nova York, enquanto investigadores continuam a buscar pistas sobre o incidente, disseram autoridades dos Estados Unidos nesta terça-feira. Ele é suspeito de ter tentado explodir a Nissan Pathfinder às 18h30 locais (19h30 em Brasília) de sábado. Além disso, uma autoridade da Inteligência paquistanesa anunciou várias prisões no Paquistão nesta terça-feira , enquanto os investigadores buscam pistas no exterior sobre a tentativa de ataque de 1.º de maio.

Faisal Shahzad, um cidadão nascido no Paquistão e naturalizado americano, foi preso por volta de 23h45 da segunda-feira (0h35 da terça-feira em Brasília) no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, logo após ter embarcado em um voo para Dubai, disseram autoridades locais e federais.

Segundo autoridades americanas, Shahzad fez a reserva para o voo a caminho do aeroporto e pagou a passagem em dinheiro. O voo da companhia Emirates retornou ao portão do aeroporto e policiais prenderam o suspeito. "A intenção por trás desse ato terrorista foi de matar americanos", disse o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, em uma coletiva no início da manhã.

Segundo uma autoridade ligada à investigação, o suspeito teria confessado aos investigadores que agiu sozinho e não mantém relações com grupos radicais no Paquistão.

Shahzad comparecerá perante um tribunal federal em Manhattan ainda nesta terça-feira para enfrentar acusações de "supostamente dirigir um carro-bomba para a Times Square na noite de 1º de maio", segundo comunicado assinado pelo procurador Preet Bharara, pelo agente do FBI George Venizelos e pelo comissário de polícia de Nova York, Raymond Kelly.

O suspeito teria retornado de uma viagem ao Paquistão recentemente e comprado, em dinheiro vivo, a caminhonete Nissan Pathfinder usada na tentativa de ataque. Segundo a polícia, o carro foi adquirido há cerca de três semanas de um dono em Connecticut sem que fosse feita a atualização do nome do proprietário.

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Imagem de reprodução do Orkut foi identificada por vizinhos como sendo do suspeito Faisal Shahzad
Acredita-se que Shahzad, de 30 anos, levou o utilitário esportivo da Nissan usado para carregar a bomba feita de combustível e fogos de artifício para a Times Square num momento em que a região, conhecida por suas lojas e teatros, estava lotada de pessoas numa noite quente de sábado. Se a bomba tivesse sido detonada, muitas pessoas poderiam ter morrido, disseram autoridades.

A Emirates disse em comunicado que outros três passageiros foram retirados do avião. "Procedimentos completos de segurança foram ativados, incluindo a retirada de todos os passageiros e uma busca na aeronave", disse um porta-voz da Emirates em comunicado enviado por email.

O Paquistão prometeu ajudar os Estados Unidos no caso. "Cooperaremos com os Estados Unidos na identificação desse indivíduo e para levá-lo à Justiça", disse o ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik.

Uma força conjunta antiterrorismo, que inclui oficiais do Departamento de Justiça e do FBI, a polícia federal americana, está agora analisando as ligações telefônicas feitas pelo homem.

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