EUA não reconhecem legitimidade dos assentamentos israelenses, diz Obama

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que seu país não reconhece a legitimidade dos assentamentos israelenses, no primeiro discurso de seu mandato perante a Assembleia Geral da ONU.

EFE |

Obama, que se reuniu na terça-feira, à margem da Assembleia, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, sem conseguir um acordo para o restabelecimento das negociações, disse que, para conseguir a paz, "ainda é necessário fazer mais".

Os palestinos devem "colocar fim à incitação contra Israel", disse o líder americano.

Por outro lado, Washington "segue ressaltando que os Estados Unidos não aceitam a legitimidade dos assentamentos israelenses continuados", acrescentou.

Em uma reiteração de suas declarações após a reunião trilateral da terça-feira, Obama insistiu em que "chegou o momento de relançar as negociações, sem condições prévias, sobre os assuntos do status final: a segurança para israelenses e palestinos, as fronteiras, os refugiados e Jerusalém".

A meta deve ser dois Estados que convivam em paz: uma Israel segura e um Estado palestino "viável e independente, com território contíguo que coloque fim à ocupação começada em 1967 e permita aos palestinos alcançar seu potencial".

Os Estados Unidos também buscarão, indicou o líder, a paz entre Israel e Líbano, Israel e Síria, e "uma paz mais ampla" entre Israel e seus vizinhos.

Obama admitiu que conseguir este objetivo "não será fácil". No entanto, "devemos decidir se somos sérios acerca da paz ou só falamos da boca para fora", acrescentou.

As partes devem estar dispostas a declarar em público o que reconheceriam em particular, afirmou.

A solução para o conflito no Oriente Médio "diz respeito ao direito de cada ser humano de viver com dignidade e segurança" e, por isso, prometeu: "não fraquejarei em minha busca da paz".

Após o encontro da terça-feira, Obama instruiu seu enviado especial no Oriente Médio, George Mitchell, a se reunir em Washington com representantes das duas partes e continuar as negociações para restabelecer o processo de paz. EFE mv/an

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