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EUA não querem sistema canadense ou britânico de saúde, diz senador

Washington, 10 jun (EFE).- O líder da maioria democrata do Senado americano, Harry Reid, insistiu hoje em entrevista à Agência Efe em que a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos é uma tarefa inadiável, mas afirmou que o país não pretende ter um sistema canadense ou britânico.

EFE |

Reid promove no Senado as reformas de saúde, energia e imigração, as três principais do Governo do presidente americano, Barack Obama, e dos democratas no Congresso neste ano, e está convencido de que as três serão aprovadas apesar das objeções republicanas.

Segundo o senador, a reforma sanitária é inadiável, já que os EUA "gastam demais" em saúde (US$ 0,18 por dólar, mais do que qualquer país industrializado no mundo), "mas recebe pouco em troca".

Nesse sentido, rejeitou energicamente as críticas de alguns republicanos e de grupos conservadores de que o Governo de Obama quer nacionalizar o sistema de saúde, como ocorre no Canadá e nos países europeus.

"Não queremos o sistema canadense, nem o sistema britânico, queremos nosso próprio sistema", argumentou Reid.

O líder da maioria democrata acusou os republicanos de denegrir os planos de saúde operados pelo Governo federal, o Medicare, para idosos e aposentados, e o dos veteranos.

Segundo Reid, o Medicare "não é perfeito, mas é bom", e o dos veteranos de guerra "simplesmente é o melhor, porque quando um deles entra em um hospital, é atendido do início ao fim. É um bom modelo do que precisamos fazer".

O senador fez tais declarações no momento em que os comitês de Saúde e de Finanças do Senado, respectivamente, elaboram projetos de lei para a reforma de saúde que enfrentam resistência republicana.

A Casa Branca promove ativamente, com a ajuda de grupos civis e de líderes das comunidades negra e hispânica, a reforma de saúde com o objetivo, explicou Reid, de reduzir os custos, melhorar e ampliar a cobertura médica a todos os americanos, e permitir liberdade de escolha no momento de escolher um plano médico.

Atualmente, 46 milhões de americanos não possuem plano de saúde, e a maioria dos que têm cobertura médica, a obtêm como um benefício de seus empregadores. EFE mp/bba

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